Política
Fim do voto secreto volta a ser cobrado pelo eleitor
Feriado no Brasil agora é dia de manifestação. Nas principais cidades do País, centenas de pessoas marcam encontros pelas redes sociais e vão às ruas protestar contra a corrupção. Foi assim nos últimos dias 7 de setembro e 12 de outubro. Para simbolizar a faxina que esperam ver no Congresso Nacional, vassouras tomam o lugar das bandeiras partidárias. São passeatas pacíficas. Afinal, ninguém, político ou eleitor, discorda abertamente de livrar o Brasil dos ladrões. Mas, entre os clássicos narizes de palhaço e os cartazes de praxe, uma reivindicação que circula tímida na multidão inquieta os parlamentares. Além de exterminar a corrupção, o povo quer acabar com o voto secreto nas casas legislativas. Se depender do clamor popular, o político vai ter que mostrar a cara toda vez que votar. Voto aberto ainda divide deputados Entre suplência e titularidade, o deputado estadual Jefferson Morais (DEM) tem três anos de parlamento. Para ele, o voto secreto deve ser abolido. ?Eu defendo que qualquer tipo de votação seja aberta. A imunidade parlamentar já protege o deputado de pressões externas. Para mim, o voto secreto não é nada democrático, é uma forma de alguns colegas que não assumem suas posturas se esconder da população?, disse ele, que também é apresentador de televisão. ?É um jeito de fazer média, sem mostrar a cara. Se a votação não é polêmica, revela como votou, mas se é polêmica, não tem coragem de assumir o voto?, opinou o parlamentar. Também deputado estadual, Sérgio Toledo (PDT), há 12 anos na Assembleia Legislativa de Alagoas, afirma: ?Eu não teria problema nenhum de votar abertamente. Acho que o Poder Legislativo seria fortalecido, seria cada vez mais transparente?, disse o parlamentar, que cita o Poder Judiciário como exemplo. ?A votação na Justiça é aberta. No parlamento poderia ser igual?, compara o deputado, fazendo uma ressalva.