Política
Governo nega ter cobrado taxa ao negociar d�bitos
Considerado o braço direito do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) na captação de recursos para Alagoas, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, foi citado em matérias do jornal O Estado de São Paulo, neste fim de semana, suspeito de cobrar ?taxa de retorno? de 25% do banco PanAmericano, às vésperas da eleição do ano passado, durante negociação da dívida de R$ 3,08 milhões deixada pelo governo de Ronaldo Lessa (PDT). O débito nasceu de empréstimos consignados descontados da folha de servidores, entre 2005 e 2006, mas não repassados à instituição bancária. Segundo o jornal, o ?retorno? de 25% do valor pago pode ter ido parar nos cofres da campanha tucana. Em Alagoas, o governo nega qualquer indício de fraude. A reportagem do Estadão informa sobre a devassa que a Polícia Federal realizava no banco que pertencia ao apresentador de TV Sílvio Santos. Segundo matérias, os diretores do PanAmericano, para fugir da falência, em 2009, montaram esquema para atuar com fundos de pensão vinculados a estatais, amparados no tráfico de influência. Em nota, governo diz que vê ?ilações? Na defesa, a estratégia do governo de Alagoas é não personalizar a denúncia e afastar Luiz Otávio Gomes de qualquer suspeita. Procurada pela Gazeta, a assessoria do secretário informou que a reportagem trazida pelo jornal O Estado de São Paulo ?é um assunto que se refere ao governo como um todo, e por isso será tratado pela Secretaria Estadual de Comunicação?. No fim da tarde de ontem, o secretário da pasta, Rui França, enviou à redação uma ?nota de esclarecimento?. O texto não cita nenhuma vez o nome do secretário Luiz Otávio Gomes, que ontem estava no Rio de Janeiro. Diz apenas que ?o governo de Alagoas repudia toda e qualquer ilação sobre suposta negociação fraudulenta envolvendo as dívidas de empréstimos consignados deixadas pelas gestões anteriores e renegociadas e pagas pelo atual governo de forma transparente?.