Política
Suplente tenta tomar posse na C�mara
Um mal-entendido levou à Câmara Municipal de Maceió, ontem pela manhã, Venâncio dos Anjos Teles, mais conhecido como Palhaço Pirulito. Eleito nas últimas eleições suplente de vereador pelo PTdoB com 2.976 votos, ele foi ao plenário acreditando que seria empossado na vaga da vereadora Silvânia Barbosa (PPS). A presença do artista circense, que foi um dos primeiros a chegar, chamou a atenção de quem aguardava o início dos trabalhos legislativos na manhã de ontem. De paletó e gravata, o Palhaço Pirulito informou à imprensa e aos servidores da Casa que teria sido comunicado por um amigo que seria empossado ontem. Dizendo-se surpresa com a situação inusitada, a vereadora Silvânia Barbosa descartou a possibilidade de solicitar afastamento nos próximos dias. Segundo ela, mesmo que saisse de licença, sua vaga só estaria disponível para a posse de um suplente se a licença fosse de, no mínimo, 121 dias. De acordo com o regimento da Câmara Municipal de Maceió, para que um vereador se afaste a ponto de haver a necessidade de sua substituição, a licença deve ser solicitada por escrito à Presidência do Poder Legislativo e ainda submetida à votação em plenário pelos demais vereadores. E nada disso ocorreu, tornando a notícia da posse do Palhaço Pirulito num simples boato. Discursos prestam apoio a Lula Já durante os discursos na tribuna da Câmara, o ex-presidente Lula, com um câncer diagnosticado esta semana, e o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), alagoano de Viçosa empossado ministro do Esporte, tiveram seus nomes citados na sessão de ontem. A vereadora Tereza Nelma (PSDB) se mostrou solidária ao ex-presidente da República, ao ler um texto de apoio ao petista, que iniciou ontem as sessões de quimioterapia. Segundo a tucana, o texto recebeu a assinatura de sete parlamentares da Câmara Municipal de Maceió. O deputado federal Aldo Rebelo, eleito por São Paulo, foi lembrado por seu correligionário Marcelo Malta (PCdoB), que nas últimas sessões não perdeu a oportunidade de defender a suposta inocência do ex-ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), exonerado do cargo após uma série de denúncias de corrupção na pasta.