Política
Crise na PGE abre brecha para mudan�as
A obra embargada da rodovia que liga Porto de Pedras a Japaratinga, no Litoral Norte, foi o ponto de partida para a elaboração de um despacho em tom de crítica do secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, na última quinta-feira (3), que foi interpretado nos bastidores do Palácio República dos Palmares como uma demonstração direta da insatisfação do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a respeito do comando da Procuradoria Geral do Estado (PGE), por parte de seu procurador-chefe, Charles Weston Fidélis. Mais do que isso, a crítica à ?falta de providências? da PGE para que o Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER) possa apresentar recurso na Justiça para dar continuidade à obra também foi interpretada como um capítulo decisivo da crise do governo tucano com os procuradores de Estado, que já foi parar na Justiça e resultou, em julho, no bloqueio de R$ 6,4 milhões na conta do Estado. ?Proposta é acabar com corporativismo? Apesar de ser identificado como um parlamentar que tem votado junto à bancada governista, o deputado Jota Cavalcante (PDT) ressaltou o fato de ser um nome oposicionista, ao ser questionado sobre o interesse do governo tucano em seu projeto. E disse que o objetivo maior da PEC é deixar o Estado livre do corporativismo. ?Primeira coisa: faço parte do bloco da oposição. Sou do PDT, não sou do PSDB. Então não tem este tipo de relação. Se for do interesse do governo, foi sei lá por quê. Talvez o governo tenha este interesse e não teve a coragem de mandar o projeto que estou fazendo. Não tenho relação nenhuma com o governo neste sentido. Entendo que o Estado tem de se ver livre destas amarras do corporativismo. E há muita reclamação com relação aos atrasos que os procuradores vêm cometendo, principalmente com relação a processos de aposentadorias, que ficam dormindo nas gavetas dos procuradores?, disse. Jota Cavalcante lembra ainda que haverá regras para que um advogado possa assumir a chefia da PGE.