Política
Grupo pede celeridade em investiga��o
A polícia já está no encalço de pelo menos dois suspeitos de matar o professor e historiador Ezequias Rocha Rêgo, 57 anos, para roubar muita coisa que ele tinha dentro do apartamento em Jacarecica. O crime tem características homofóbicas e motivou uma reunião, ontem, entre integrantes do Grupo Gay de Maceió, parlamentares, integrantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), militantes de esquerda e amigos com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco. Mais acusados podem ser identificados a qualquer momento. Há suspeitas que quatro ou mais pessoas podem ter entrado no apartamento de Ezequias. ?Roubaram dois aparelhos de celular, televisão, home theater, ventilador, liquidificador, notebook, peças de roupa, DVD e outros objetos pessoais dele. Alguém ligou para a polícia informando que havia indícios de que um assassinato havia ocorrido, então não deve ser muito difícil. Se tiver boa vontade, podem resolver o caso logo?, afirma o pedagogo Neilton Nunes, amigo de Ezequias. O assassinato O deputado estadual Ronaldo Medeiros, o ex-deputado Paulo Fernando dos Santos (o Paulão) e o vereador Ricardo Barbosa (todos do PT) participaram do encontro para cobrar empenho nas investigações. ?Essas mortes com uma conotação homofóbica têm se repetido, a polícia tem que agir energicamente, o Estado tem sido muito lento, tanto na apuração como na punição?, criticou Ronaldo Medeiros. Apesar do tom de cobrança de alguns participantes, a maioria adotou o discurso de que o momento é de ?sensibilização? da polícia, já que as investigações estão apenas começando. ?O delegado-geral informou que já tem várias evidências que apontam contra suspeitos de autoria material, e o caso parece ser fácil de resolver?, destaca o secretário-adjunto de Educação, Marcelo Nascimento.