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Prefeito de Traipu � preso novamente

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O prefeito afastado de Traipu, Marcos Santos (PTB), se apresentou à Delegacia Geral da Polícia Civil, no bairro de Jacarecica, em Maceió. Uma nova ordem de prisão havia sido decretada na última sexta-feira pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Costa Filho. As denúncias contra Marcos Santos ganharam repercussão após ser deflagrada a Operação Tabanga, no dia 20 de setembro. Ele é acusado de crimes de peculato e formação de quadrilha. De acordo com o advogado de Marcos, Felipe Lins, o prefeito afastado assinou um termo de responsabilidade dispensando o direito de realizar exame de corpo de delito e seguiu direto para a Casa de Custódia, no bairro do Farol. A ordem de prisão foi expedida dias depois de o desembargador José Maria Lucena conceder habeas corpus a Marcos Santos, que esteve foragido da Justiça durante 58 dias, quando da operação da PF em Traipu. À época, a condição imposta pela Justiça foi a apresentação imediata do prefeito para prestar esclarecimentos à polícia ? o que ocorreu no último dia 16. Agora, com a prisão preventiva, Marcos Santos deve ficar detido na Casa de Custódia até que seja esclarecido o caso. ?Laranjas? e empresas de fachada garantiam a execução das fraudes A Operação Tabanga foi desencadeada no dia 20 de setembro, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva do prefeito Marcos Santos. Ele é acusado de liderar uma quadrilha que desviou mais de R$ 7 milhões dos cofres públicos. Segundo as investigações, empresas de fachada eram criadas em nome de ?laranjas? para ganhar licitações fraudulentas no município. Além disso, carros eram alugados a título de prestação de serviço e contratos de combustíveis assinados, porém, nenhum deles teria realmente trabalhado para a prefeitura. Todo o esquema era justificado com a emissão de notas fiscais frias. O prefeito, conhecido em Traipu como o ?Barão do Rio São Francisco?, a esposa Juliana Kummer Freitas dos Santos e outros assessores ligados diretamente a ele fugiram em um barco particular pelo rio, antes da chegada da PF ao município. Informações a respeito das investigações teriam vazado, prejudicando a operação. CR

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