Política
Delegado vai indiciar anestesista
Menos de seis semanas depois de a Gazeta revelar detalhes da cirurgia de varizes que deixou em estado vegetativo persistente a professora Gisela Patrícia Campos de Oliveira, 35, a Polícia Civil já tem elementos para indiciar o anestesiologista Audir Marinho de Carvalho Filho por negligência médica, pela acusação de estar ausente da sala de cirurgia, durante procedimentos da operação que foi conduzida pela cirurgiã vascular Janaína Austregésilo de Athaíde de Holanda Ferreira, em 13 de abril deste ano, no Hospital do Açúcar. A informação apurada pela reportagem foi confirmada ontem à tarde pela família da paciente, que se encontra em casa, no mesmo estado de saúde em que permaneceu durante os últimos sete meses ? mas acompanhada por serviço de homecare bancado pelo plano de saúde. O noivo da vítima, Carlos André Severino dos Santos, confirmou que o delegado que conduz o caso no 4º Distrito Policial, Robervaldo Davino, esteve ontem na casa da professora, no Clima Bom, e disse à família que os depoimentos tomados dos profissionais que acompanharam a paciente antes, durante e depois da cirurgia, apontam para o fato de Audir Marinho não ter cumprido com sua função de ser o ?guardião da paciente durante a cirurgia?.