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Procurador rebate cr�ticas � PGE

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Enquanto arruma as gavetas para deixar o gabinete da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o procurador Charles Weston tenta se defender ou se esquivar dos últimos ataques que recebe antes de ir embora. O ?tiro de misericórdia? foi disparado pelo secretário estadual de Educação, Adriano Soares, que usou como arma o próprio Diário Oficial para atropelar a PGE e criticá-lo, usando termos como ?esquizofrenia institucional? e ?formalismo jurídico exacerbado, equivocado e irresponsável?. Ao comentar a reação de Soares para pagar rapidamente as reformas de 151 escolas sem licitação e sem parecer da PGE, Weston limitou-se a dizer que o secretário foi ?infeliz? em suas declarações. ?O decreto governamental que estabelece urgência nas reformas não é um cheque em branco, não autoriza que o processo seja feito a toque de caixa?. Mesmo questionado se a decisão que ?passa por cima? da PGE não fere seus brios e provocado pelo tom de escárnio das críticas, Charles Weston evita a polêmica e tenta manter a compostura. ?Se o secretário está com toda essa pressa, ele que assuma a responsabilidade dos seus atos. O nosso parecer é opinativo, o que ele fez é legítimo, não está fazendo nada de ilegal. Pelo que conheço do Adriano, não há nenhum embate nosso, pessoal, há um embate institucional?, ameniza. ?Eu sou um técnico, não um político?, diz Weston Já de saída do cargo, o procurador comentou as críticas de Soares com uma certa elegância. ?Eu sei da pressa do secretário, a procuradoria é bastante sensível a essa situação das escolas, imagino que ele agiu desse modo porque está muito preocupado?. Mesmo assim, também rebateu as pancadas. ?Entendo que ele foi infeliz, porque o governo é um só?. Após passar quatro anos como subprocurador- geral, Charles Weston assumiu o cargo de procurador-chefe em janeiro de 2011. Em menos de um ano, enfrentou polêmicas, travou um duelo com a Associação dos Procuradores, que defendia isonomia salarial com o Poder Judiciário, e acumulou desafetos em secretarias e órgãos públicos. Hoje, resume as turbulências que enfrentou com uma frase: ?O povo acha que eu tenho as costas de aço e o sangue de barata?.

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