Política
Conselho v� ind�cios de ilegalidade
A crise entre o governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) e os procuradores de Estado foi agravada na última semana pela publicação, no Diário Oficial do Estado da quarta-feira (23), de um despacho em que o titular da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Adriano Soares, informou que descumpre orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para contratar, sem licitação, um serviço de consultoria ao custo de R$ 5,5 milhões, e pagar uma primeira parcela ? de cerca de R$ 450 mil ? à empresa ABR Engenharia LTDA, pelos serviços de ?diagnóstico? da estrutura de 151 escolas que serão reformadas no Estado. Mas as reações ao manifesto do secretário e advogado eleitoral de Vilela não vão parar com a troca de notas entre a Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas (APE) e Adriano Soares, que alega estar embasado no decreto do governador Teotonio Vilela Filho, que instalou ?estado de urgência administrativa? na pasta, em 22 de setembro. Caso vai ser denunciado ao Ministério Público Procurado pela Gazeta, na última sexta-feira, o procurador de Estado e membro do Conselho Superior da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Maurício Rêgo, confirmou as decisões do colegiado composto por mais seis conselheiros, entre eles o procurador-geral Charles Weston Fidelis. Mas não quis mostrar o teor da nota que será publicada pelo Conselho. Rêgo disse ter sido ele próprio quem levantou as questões de ordem que resultaram nas decisões do Conselho Superior da PGE. E, ao ressaltar que falava à reportagem como conselheiro e procurador, revelou que parte significativa das suspeitas sobre o processo tem relação com a rapidez das empresas consultadas pela Secretaria de Educação em cumprir uma exigência da carta-consulta para a apresentação das propostas.