Política
O alagoano quer: seguran�a
Nos últimos quatro anos, o povo alagoano conheceu o medo. A violência urbana, vista apenas através da televisão ou lida nos jornais e que infernizava a vida dos moradores das grandes cidades, finalmente atingiu as cidades alagoanas, principalmente Maceió, naquilo que parece ser a definitiva instalação dos assaltantes, seqüestradores e outros criminosos em um poder paralelo que afronta a sociedade e ridiculariza o governo oficial. ?MEDO DE ASSALTO FAZ COMERCIANTES ISOLAREM OS SEUS ESTABELECIMENTOS? (O JORNAL, domingo, 29/09/2002); ?FAMÍLIA SOFRE COM VIOLÊNCIA E IMPUNIDADE? (A TRIBUNA, domingo, 29/09/2000); SINDICATO TEM RAZÃO: BARREIRAS NÃO FUNCIONAM ? CORPO DE TAXISTA ACHADO MUTILADO EM MATAGAL (A TRIBUNA, sábado, 28/09/2002). Caos? Sim, vivemos um estado caótico! A falta de segurança faz com que os cidadãos de bem tranquem-se em suas casas e, na rua, temam a qualquer instante serem abordados por assaltantes e despojados dos seus pertences, inclusive do suado dinheiro necessário a sua sobrevivência e a de sua família; os comerciantes instalam grades em seus estabelecimentos, qual cadeias onde deveriam estar os criminosos e não os laboriosos cidadãos. Caos? Sim, vivemos um estado caótico! Os taxistas, essa classe laboriosa que vira noites a servir à população, ganhando o sustento dos seus filhos, vivem em eterno sobressalto, o medo estampado no rosto, medo de assalto, medo de serem seqüestrados e assassinados, como o foi Raynor Pereira. Caos? Sim, vivemos um estado caótico! Maceió, uma cidade outrora pacata, exibe o alarmante índice de ter tido 34% da sua população assaltada, além dos seqüestros ocorrentes. A ousadia dos assaltantes de bancos atordoa os alagoanos, pois, sequer os centros urbanos e os bancos oficiais são poupados da violência que cresce à sombra de um governo inerte e inane. Pasmos ficamos todos quando bancos do centro de Maceió e de avenidas movimentadas, como a Fernandes Lima, são assaltados à luz do dia sob tiroteios que põem em risco a vida dos cidadãos. As estradas de Alagoas, por sua vez, são o paraíso dos assaltantes que, quase diariamente, atacam os ônibus interurbanos e matam passageiros inocentes; enquanto isso, o governo, irresponsavelmente, descuida das polícias Civil e Militar, omitindo-se em dotá-las de equipamentos necessários ao combate ao crime; esquiva-se, também, de treinar eficazmente os policiais e dar-lhes um salário digno, a eles que têm o perigoso dever de arriscar a vida no combate ao crime e na proteção da sociedade. É preciso, e urgente, dar um basta a tudo isso!