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Política

Secret�rio nega irregularidades

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No dia em que a Gazeta publicou que, desde maio deste ano, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte já tinha informações sobre a necessidade de obras emergenciais em 47 das 163 escolas incluídas no levantamento realizado pela empresa contratada sem licitação por R$ 5 milhões, o titular da pasta, Adriano Soares, negou que tenha gastado dinheiro público com o retrabalho anteriormente realizado pelo serviço de engenharia da pasta. E afirmou que as informações sobre 90 escolas com necessidades de reformas não teriam sido infladas, porque a publicação feita por seu antecessor, Rogério Teófilo, não teria passado de ?uma lista?. ?Não foi feito um retrabalho, não. A gente pode abrir todos os processos que tramitavam na Secretaria de Educação. Ali foi uma lista publicada. Não houve levantamento de engenharia. Senão, eu tinha aproveitado tudo. E vocês podem ter acesso aos processos. Aquela lista publicada pode ter sido uma demanda das escolas. Como fizemos agora. Solicitamos às coordenações regionais de ensino quais as demandas e os riscos. Os processos que existem lá não correspondem àquela lista toda?, disse Adriano Soares, ao chegar na manhã de ontem ao Palácio República dos Palmares para a posse do novo procurador-geral de Estado, Marcelo Teixeira. Procuradores contestam versão de secretário de Educação Procuradores ouvidos pela Gazeta rebatem a versão do secretário Adriano Soares de que o levantamento de maio não passaria de ?uma lista?. ?Uma comissão de procuradores trabalhou nos processos dessas escolas, deu os pareceres; têm as empresas escolhidas e os valores definidos. Houve estudo profundo, sim, e não apenas uma listagem, como tenta inventar o secretário. Digo que ele está faltando com a verdade, sua versão é mentirosa?, afirma o procurador Márcio Guedes de Souza. Segundo ele, os procuradores Luciana Frias, Ricardo Méro e Romualdo Patriota trabalharam detidamente nos processos para a reforma das escolas. ?Portanto, houve o levantamento da Educação e o trabalho da PGE. Essas escolas deveriam estar em obras?, acrescenta Márcio Guedes. Confira trechos da nota da Educação >> ?As obras emergenciais de reformas de escolas do sistema estadual público de ensino foram levantadas com rigor sob o gerenciamento da ABR. Antes, eram recebidas várias reivindicações de obras em escolas, que formavam processos e compuseram a lista publicada no Diário Oficial, três dias antes da substituição do Secretário de Educação e Esporte. No entanto, ainda não havia sido feito levantamento técnico da real situação da grande maioria daquelas unidades escolares? >> ?A reportagem cita apenas 5 escolas, que estariam licitadas. Ou seja, cerca de 10% das 47 que também constam na atual lista de emergência. Ou ínfimos 5%, se considerarmos as cerca de 90 escolas ?que seriam reformadas?. Se a Secretaria de Educação não tivesse agilizado esse processo, quando seriam atendidas as escolas restantes, mais de 90% do total da lista publicada?? >> ?As obras de reforma da escola Almeida Cavalcante, de Palmeira dos Índios, foram autorizadas recentemente pelo secretário Adriano Soares. Mas, por equívoco, constou na lista de emergência divulgada. Por isso, já foi substituída pela escola Antônia Macedo, do mesmo município?.

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