Política
Teixeira toma posse na PGE
A crise entre setores do governo estadual e os procuradores de Estado pautou ontem os discursos da posse do advogado Marcelo Teixeira no comando da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), no Palácio República dos Palmares. Enquanto o ex-procurador-geral do Estado, Charles Weston Fidelis, falou em críticas indevidas e injustas contra a PGE, Teixeira reforçou a necessidade de os procuradores atenderem a pressa que o governo tem cobrado. E o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) conclamou os procuradores de Estado a suspender o que chamou de ?troca de acusações? ? que tem acontecido com o titular da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, o advogado eleitoral de Vilela, Adriano Soares. Depois de passar a metade do seu discurso exaltando vitórias obtidas pelo Estado na última semana para o auditório lotado, principalmente de procuradores de Estado, autoridades do Judiciário e profissionais do Direito, Vilela sugeriu que a PGE precisa deixar os papéis em segundo plano e ir ter contato pessoal com os gestores para o assessoramento jurídico do governo. Em seguida, o governador pediu mais união dos procuradores de Estado com o governo, para que eles participem ativamente do ?novo momento vivido em Alagoas?. De saída, Weston reclama de ?pressões? Antes de ser elogiado por Vilela pela sua ?capacidade profissional, extrema dedicação à causa pública, sensibilidade e honestidade?, o procurador Charles Weston se emocionou com a leitura de uma mensagem de apoio enviada de Brasília (DF) por sua esposa, Séfora Patrícia. E voltou a derramar lágrimas ao se despedir da chefia da PGE, ao lembrar do tempo que deixou de dedicar à família e lamentar ter havido ?turbulências? que lhe impediram de realizar todos os seus projetos nos últimos 11 meses em que passou de subprocurador-chefe do Estado a chefe da PGE. Weston destacou uma série de projetos alcançados e a importância do papel institucional da PGE. Ele falou diretamente sobre as recentes pressões exercidas pelo governo contra procuradores de Estado, cobrados por pressa na emissão de pareceres.