Política
Den�ncias arranham imagem da ALE de novo
Que muito dinheiro entra na Assembleia Legislativa de Alagoas, ninguém discorda. Como os recursos públicos transitam dentro do parlamento é o que deixa dúvidas, não só na população, mas entre os próprios deputados estaduais. E é justamente por suspeita de desvio de verba que a Assembleia, na semana passada, voltou a ser manchete nos jornais. Com a escandalosa Operação Taturana marcada em sua história, o Poder Legislativo alagoano foi colocado em xeque agora por um dos deputados estreantes no parlamento, o novato João Henrique Caldas (PTN). Na sessão da última quarta-feira, ele usou a tribuna para denunciar suposto pagamento ilegal das chamadas ?Gratificações de Dedicação Excepcional?, que renderiam a cada um dos 27 gabinetes um acréscimo de mais de R$ 50 mil mensais. A gratificação é garantida aos servidores da Casa por uma lei sancionada em 2008. O parlamentar, filho do ex-deputado federal João Caldas (PSDB), disse que foi motivado a denunciar a suspeita de roubo após saber que seus onze assessores notaram dinheiro a mais na sua conta bancária, sem especificação nos contracheques. Gratificação divide os deputados O deputado Temóteo Correia (DEM) foi um dos parlamentares que reagiu com indignação após o pronunciamento do deputado JHC. ?Eu não vejo nenhuma suspeita de irregularidade. Isso é um devaneio do João Henrique Caldas, é um desatino. A gratificação que existe é aprovada por lei?, afirmou, explicando que a dinâmica trabalhista numa casa política é diferente da dinâmica praticada numa empresa comercial. ?A política tem regras diferentes. Em todo canto tem gratificação, todos os servidores públicos, seja da Assembleia ou da Secretaria de Educação, por exemplo, recebem gratificação, pode olhar no contracheque deles. Só que aqui, uns não têm, uns têm mais, outros têm menos, é uma prática que faz parte das casas políticas?, informou Temóteo.