Política
Serveal tem car�ncia de servidores
Criado há 42 anos para atuar como responsável pela engenharia e arquitetura das ações da máquina pública do Estado, o órgão conhecido como Serveal foi citado nas últimas semanas por diversas vezes, em meio ao polêmico debate travado entre o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Adriano Soares, e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), sobre a contratação, sem licitação, da empresa de consultoria ABR Engenharia LTDA, por R$ 5 milhões, para realizar estudos prévios para a reforma emergencial de escolas. A PGE barrou a dispensa de licitação alegando que o Serveal, juridicamente denominado de Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas S/A, deveria ser utilizado pela Educação para o serviço. Mas o secretário e advogado eleitoral do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) descumpriu orientação vinculante da PGE, que concluiu pela ilegalidade da contratação. Adriano Soares justificou para a imprensa, entre outras coisas, a existência de sobrecarga no Serveal por conta das obras do Programa da Reconstrução dos municípios atingidos pelas enchentes de 2010. Concurso promete reforçar equipe O presidente do Serveal, Ronaldo Cota, diz ter respondido ao pleito do secretário Adriano Soares negativamente porque faltam técnicos suficientes para trabalhar em algo além dos atuais 51 projetos em que seus 30 servidores efetivos e sete comissionados se dedicam atualmente. Além disso, o presidente alega que, mesmo se todo o quadro estivesse ocioso, as necessidades de se avaliar 163 escolas em curto prazo não poderiam ser atendidas pela estrutura atual do Serveal. ?Mesmo sabendo da gravidade das escolas da rede estadual, não pude atender. Prestamos serviço a uma quantidade enorme de secretarias, e o mais grave é que, em função da evolução tecnológica, está se exigindo mais especialização que, às vezes, não temos no quadro. O parecer da PGE também nos impede de terceirizar. O ideal seria que, em momentos como este da Educação, eu tivesse o poder de terceirizar. Ainda assim, também teríamos dificuldade de encontrar engenheiro no mercado a um custo razoável?, justifica Cota.