Política
Joaquim Gomes vai ter elei��o disputada
Joaquim Gomes ? Após três anos de incertezas políticas geradas por ?perdas e ganhos? de decisões judiciais, finalmente a população do pequeno município de Joaquim Gomes terá prefeito eleito pelo processo democrático do voto popular. A eleição suplementar, numa decisão inédita da Justiça Eleitoral, que vai eleger o representante do Executivo municipal a menos de um ano das eleições de 2012, está marcada para o próximo domingo, dia 11. Prorrogada por ações judiciais desde 2009 ? assim que a candidata eleita em 2008, Cristina Brandão (PP), foi cassada após a constatação de fraude eleitoral antes mesmo de ser diplomada ? a eleição ?solteira? (para a escolha apenas do prefeito) acontece num cenário atípico: com o município administrado todo esse tempo por prefeitos interinos. Vereadores que no cargo de presidente da Câmara Municipal assumiram a função de ?prefeito tampão?, o processo eleitoral transcorre marcado pela desconfiança da população e a contragosto dos candidatos e partidos políticos envolvidos. Tudo isso, diante de uma correria inédita do representante judicial da 53ª Zona Eleitoral, que, para assegurar o processo democrático, precisou cumprir o que determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no prazo recorde de 30 dias. Pleito vai ser ?termômetro? para 2012 Uma prefeitura, um cargo executivo de mandato de um ano, três candidatos na disputa e 10.500 votos em jogo. O clima de eleição municipal chegou mais cedo em Joaquim Gomes, e servirá de termômetro para a disputa que elegerá, em 2012, prefeito e vereadores para mandatos de quatro anos. Nesta prévia, que servirá para o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) testar as novas urnas eleitorais que fazem uso de tecnologia biométrica, disputam as eleições suplementares três candidatos: o vereador e atual prefeito interino Nêgo Sarrapião (PSL); o ex-prefeito interino que assumiu a prefeitura por dois anos, atual vereador Bida (PP), e o ex-prefeito e candidato derrotado em 2008, Toinho Batista (PSDB). A Gazeta esteve em Joaquim Gomes para acompanhar as movimentações do processo eleitoral e traz o perfil da vida pública de cada candidato. Candidata foi cassada em 2008 A eleição suplementar para prefeito de Joaquim Gomes acontece por determinação do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, que acatou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a negação do pedido de cancelamento da eleição suplementar, que seria realizada em 2009. O parecer para remarcação do pleito eleitoral perdurou por quase três anos, devido ao embate de liminares dos partidos políticos envolvidos, que tentaram indeferir novas eleições e sustentar o resultado do processo do pleito de 2008. A eleição para prefeito de 2008 foi indeferida porque o Ministério Público Estadual (MPE) conseguiu comprovar algumas irregularidades. Segundo as investigações, a candidata eleita, Cristina Brandão, havia comprado votos e perfurado títulos eleitorais. Na época, 380 títulos foram apreendidos com marcas de grampo que comprovavam a venda do voto.