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Manso n�o quer PM em locais de vota��o

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, desembargador Orlando Manso, confirmou que não quer a Polícia Militar fazendo a segurança nas eleições suplementares em Joaquim Gomes, no próximo domingo. ?Ela [a PM] vai tomar conta do município, como é seu papel, mas não da eleição. Eu não quero a PM [em locais de votação]. E eu vou estar lá?, declarou o desembargador. As afirmações foram proferidas durante a primeira parte da sessão administrativa do pleno do TRE, realizada ontem à tarde, quando ele comunicou aos demais integrantes do tribunal, pela primeira vez em caráter oficial, os episódios que há mais de uma semana envolvem o dirigente da Justiça Eleitoral e o comandante-geral da PM de Alagoas, coronel PM Luciano Silva. O oficial chegou a ser preso, por ordem de Manso, por descumprimento de decisão judicial. O desembargador voltou a criticar a postura do comandante, ao descumprir ordem judicial e relembrou pelo menos dois episódios em que teve atritos com o Executivo ? em governos diferentes. Desembargador também relembra atritos Durante a exposição que fez dos episódios com o comandante da Polícia Militar, coronel Luciano Silva, o presidente do TRE lembrou já ter tido atritos com integrantes do Poder Executivo, em mais de um governo. ?Quando fui presidente do Tribunal de Justiça, passei dois anos tendo atritos sérios com o então governador Ronaldo Lessa ? dois anos, não foram dois dias, não?, declarou. Num deles, Manso citou que o caso também teve a participação do então senador por Alagoas ? e hoje governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Um deles referia-se a ação judicial que tinha como partes opostas Judiciário e Executivo referente a questões salariais de juízes e desembargadores. O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi parar nas mãos do então ministro Nelson Jobim, para julgamento ? que Manso classificou como um ?ministro fraco?. Presidente do TRE reclama que ordens judiciais não são cumpridas Mas o episódio que diz ter sido o mais difícil de sua gestão à frente do TJ e dessa relação com o governo foi quando determinou o bloqueio da conta do Estado para pagamento de recursos devidos ao Judiciário. Um assessor foi despachado para entregar a ordem num dos bancos oficiais onde havia conta do Estado. E da direção do banco ele entrou em contato com Manso para comunicar que encontrava resistências da parte dos dirigentes da instituição. Manso convocou o chefe de sua assessoria militar, na época, o coronel PM Jorge Coutinho, e deu-lhe a missão de ir ao local, dar garantias para que o assessor fizesse cumprir a decisão judicial.

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