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PM j� refor�a elei��o em Joaquim Gomes

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A Polícia Militar está atuando na segurança das eleições de Joaquim Gomes, contrariando determinação da Justiça Eleitoral. O superintendente em exercício da Polícia Federal, delegado João Batista Estanislau, informou que guarnições militares dão apoio às equipes de agentes federais, que já estão na cidade. Por considerar que o comandante da PM, coronel Luciano Silva, desobedeceu ordem judicial ? pelo que o chamou de ?fora da lei? ?, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, desembargador Orlando Manso, determinou que não quer militares da corporação trabalhando na segurança das eleições do município, marcada para o próximo domingo. Pelo mesmo motivo, o próprio Manso, na condição de desembargador do Tribunal de Justiça, determinou a prisão do comandante, há duas semanas. O delegado João Batista não revelou o efetivo de seu pessoal, alegando tratar-se de norma de segurança, mas informou que existe ação conjunta entre as duas corporações, com vistas à segurança do pleito de domingo, quando Joaquim Gomes terá eleições suplementares para prefeito, determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também não respondeu que tipo de operações estavam sendo realizadas e que envolviam PF e PM: se diligências, cumprimento de ordens judiciais ou no trabalho de inteligência (comum às vésperas de eleição). Decisão judicial deu origem à crise O motivo da posição do presidente do TRE em relação ao comandante da PM de Alagoas foi um processo referente a uma punição aplicada ao oficial capitão da corporação. O processo chegou ao Tribunal de Justiça, onde Manso também atua ? e no qual é decano, integrante mais antigo entre os componentes do plenário. No TJ, foi determinado que se aplicasse punição de advertência ao capitão, mas o comando da PM aplicou punição de prisão. O desembargador entendeu que essa divergência incorria em desobediência à ordem judicial ? e mandou prender o comandante da PM. Na última quarta-feira, Manso colocou o caso para os demais integrantes do plenário do TRE ? oficialmente pela primeira vez. Reunião define segurança do pleito A informação sobre a ?parceria? já em curso ? e que coloca a PM nas eleições de Joaquim Gomes ? foi prestada pelo representante da PF pouco antes da reunião convocada pelo presidente do TRE com os demais órgãos de segurança que atuam em Alagoas, que ocorreu no plenário do tribunal, ontem à tarde. Como ele já anunciara desde o início da semana, não foram convocados representantes da Polícia Militar. Compareceram, além dos delegados João Batista e Marcílio Barenco, os delegados Maurício Duarte e Fabiana Leão (que o acompanharam, como também representantes da Polícia Civil), dois representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dois oficiais do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), a unidade do Exército em Alagoas. Pela Justiça Eleitoral, conduziram o encontro, além do presidente do TRE, o corregedor, desembargador eleitoral juiz federal Raimundo Campos; o procurador eleitoral, Rodrigo Tenório; o juiz e o promotor eleitorais de Joaquim Gomes.

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