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Ficha Limpa j� faz “v�timas” para 2012 em AL

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Condenados por um colegiado, os quatro vereadores do município do Pilar que tiveram os mandatos cassados pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça na última segunda-feira, dia 5, não vão poder se candidatar na próxima eleição. Depois que a Lei da Ficha Limpa foi aprovada em maio do ano passado, este é considerado o primeiro caso de políticos enquadrados na nova legislação em Alagoas. Patrícia Rocha (PTdoB), Damião dos Santos, conhecido como Tota (PSL), Luiz Carlos Omena (PRB) e Roberto Cavalcante (PMDB), este último atual secretário de Educação da cidade, são acusados de liderar um esquema que desviou cerca de R$ 2,5 milhões do Poder Legislativo municipal. Os vereadores, além de ex-diretores da Câmara do Pilar, foram alvos da Operação Pesca Bagre em julho de 2009, realizada pela Polícia Civil, em parceria com o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público (Gecoc). População aguarda cassação dos mandatos Ao andar pela cidade e ouvir o comentário da população, o vereador Adriano Ramos conta que o sentimento do pilarense ainda reflete a impunidade. ?A sensação de impunidade ainda é grande entre as pessoas. O que se comenta é que, apesar de toda investigação, a Justiça não se efetiva. Há muita incredulidade?, afirma o parlamentar, dizendo que a expectativa popular é ver, de fato, os vereadores condenados longe de seus mandatos. ?A única novidade é que agora os vereadores foram julgados por um colegiado e com isso eles ficam impedidos de se candidatar na próxima eleição. Mas este fator só será sentido mesmo nas ruas no ano que vem?, explica ele. Caso é exemplo no Brasil, diz Paulo Brêda O presidente da Comissão Especial de Combate à Corrupção e à Impunidade, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Paulo Brêda, afirma que, apesar dos vereadores condenados de Pilar ainda estarem exercendo os cargos, o caso é exemplo no Brasil. Segundo ele, o trâmite judicial que surgiu a partir da Operação Pesca Bagre tem sido célere, diferente de muitos no País. ?A insatisfação da população é natural, mas o caso do Pilar é um exemplo de celeridade no Brasil, por incrível que pareça. Estamos vendo a resposta da Justiça antes da próxima eleição. Isso é muito bom?, comenta o advogado, relator da ação de constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa movida pelo Conselho Federal da OAB, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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