Política
Em clima tenso, Joaquim Gomes vai �s urnas hoje
Joaquim Gomes ? As incertezas sobre a interação de órgãos de segurança pública para a preservação da lisura do processo eleitoral suplementar que acontece hoje em Joaquim Gomes deixaram preocupados a população e dois dos candidatos que disputam o curto mandato de um ano no cargo de prefeito. O impasse e a indefinição sobre a atuação de dois desses órgãos no pleito, a Polícia Militar de Alagoas e o Exército, foram agravados, na última sexta-feira (9), com os disparos de 14 tiros que perfuraram o veículo do contador José Carlos dos Santos, da coligação do candidato Antônio de Araújo Barros, o ?Toinho Batista? (PSDB). Apesar do clima tenso entre as candidaturas e do ato de violência que deixou dois feridos, a PM vai seguir a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de se manter fora dos locais de votação. E o Exército não deve atuar para compensar esta ausência, como imaginava o presidente do TRE, desembargador Orlando Manso, que teve o pedido aceito, depois negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia do atentado. Votos são comprados por até 200 reais Marcados pela compra de votos que resultou na cassação da prefeita reeleita em 2008, Amara Cristina da Soledade, a ?Cristina Brandão? (PP), eleitores do município de Joaquim Gomes revivem, desde a última sexta-feira (9), a expectativa de receberem, até o término das eleições suplementares de hoje, ?visitas? de motoqueiros responsáveis pela entrega de valores de R$ 50 a até R$ 200, em troca de votos. Desde a última quarta-feira (7) a Polícia Militar atuou diretamente na eleição, na guarda das 98 urnas eletrônicas reservadas para serem utilizadas nas 52 sessões eleitorais do município. Até suas transferências para Joaquim Gomes, na manhã de sábado (10), as urnas com tecnologia biométrica foram vigiadas por um policial militar que dormiu em um colchonete colocado no banheiro do ginásio municipal de Fleixeiras, onde estavam armazenadas. TRE e governo têm relação difícil CELIO GOMES - EDITOR-GERAL Uma semana de embates entre o governo do Estado e a Justiça Eleitoral. Tudo por causa de um descumprimento judicial por parte do comandante da Polícia Militar, coronel Luciano Silva. O militar teve até a prisão decretada pelo desembargador Orlando Manso, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A partir daí, Manso anunciou que não ?trata? com o coronel. Esse é o cenário no qual ocorre hoje a eleição suplementar para prefeito do município de Joaquim Gomes, na região Norte do Estado. O embate se arrastou durante toda a semana que passou. O desembargador chamou o comandante da PM de tudo e mais um pouco. ?Fora da lei? foi a expressão mais leve que se ouviu. Na parede, o governo reagiu, mas com o devido cuidado de não acirrar o clima com o homem que vai presidir, também, as eleições municipais do próximo ano. Atentado às vésperas da eleição Um fato curiosamente desconhecido pela Justiça Eleitoral até a noite da última sexta-feira (9) pode resultar em mudanças em cima da hora na estrutura de segurança do pleito de hoje, em Joaquim Gomes. Trata-se do crime cometido contra o contador José Carlos dos Santos, da coligação do candidato Toinho Batista (PSDB). O fato novo poderia ser usado para justificar um segundo pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo envio de tropas federais para o município. A Gazeta mostrou, ontem, que a posição do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), de manifestar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ausência de ?anormalidade envolvendo fatos relacionados ao pleito eleitoral?, ignorou o fato de que o veículo do contador do candidato de seu partido foi crivado de balas ao retornar do último comício. 14 tiros atingiram o carro e deixaram dois feridos. DS