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Cai a m�scara: cara-pintada � funcion�rio do Pal�cio

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Se ainda existiam dúvidas de que pessoas ligadas ao governo do Estado estão por trás das manifestações de supostos ?caras-pintadas? em Alagoas, elas agora acabaram de vez. Vários funcionários do governo, inclusive do Palácio dos Martírios, foram identificados nas imagens feitas durante a baderna promovida no último sábado à tarde, na Avenida Álvaro Otacílio, na Ponta Verde. O soldado PM Márcio Luiz Cordeiro, matrícula 5334.87 BPCh, transferido em janeiro de 1999 para prestar serviços no Palácio do Governo, foi reconhecido e devidamente identificado por um oficial da Polícia Militar. Ele estava vestido com uma camisa dos ?caras-pintadas?, o que desmascara o movimento e comprova que sua origem não é estudantil. O fato confirma denúncias de que já haviam sido feitas pelo presidente da Associação dos Servidores do DER, Fernando CPI, dando conta da participação de pessoas ligadas ao governo do Estado em atos de agressão contra o ex-presidente Fernando Collor. Ontem Fernando disse que a máscara caiu de vez e que está comprovada a farsa. Existe, ainda, a denúncia de que outros PMs e funcionários ligados ao governo também estariam envolvidos nas violências promovidas no último sábado na Ponta Verde ? além de tentar invadir o comitê do candidato Fernando Collor, os baderneiros, que se auto-intitulam ?caras- pintadas?, agrediram várias pessoas e deixaram os moradores da Ponta Verde ao mesmo tempo assustados e revoltados. A violência promovida com participação de pessoas diretamente ligadas ao Palácio dos Martírios ainda deixou vários feridos ? pelo menos seis pessoas que fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), onde ficou constatado que tiveram lesões no rosto, na cabeça e nas mãos, após serem agredidas a pauladas. Em frente ao comitê do candidato Fernando Collor, também foram disparados tiros por um homem que estava no meio dos arruaceiros e pelo menos uma bala atingiu um carro estacionado no local. ?Por pouco não acabou em tragédia. Eles estavam em maior número e agrediram covardemente os funcionários do comitê. Os rapazes e moças foram espancados com os paus das bandeiras. Foi um grande corre corre, com muito choro e desespero?, relatou uma moradora do bairro, que pediu para não ser identificada, com medo de represálias. Diante dos fatos ocorridos no último domingo, com ameaça velada a integridade física dos funcionários do comitê de Fernando Collor, a assessoria jurídica da Frente Popular Trabalhista está estudando a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça. Intranqüilidade A assessoria de imprensa da Frente Popular Trabalhista revelou, ontem, que a violência dos baderneiros deixou os funcionários do comitê intranqüilos, pois com a proximidade do dia da eleição, temem que novos atos de violência possa ser praticados. ?Confiamos na Justiça Eleitoral. Estamos certos de que o Tribunal Regional Eleitoral fará tudo para que o pleito transcorra no clima de tranqüilidade. No entanto, não podemos deixar de encarar com certa preocupação esses fatos. Esperamos que eles não voltem a se repetir. Do contrário, o processo das eleições poderá ficar comprometido?, enfatizou o jornalista Célio Gomes, assessor de imprensa do comitê. Apesar das ameaças, a assessoria e funcionários da Frente Popular Trabalhista esperam que o processo eleitoral transcorra ordeiramente até o final. ?Queremos que a eleição se defina nas urnas, na vontade do povo, sem nenhuma inferência externa e, principalmente, sem as pressões do governo?, afirmou Célio Gomes.

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