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O alagoano quer: emprego

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A Alagoas dos últimos quatro anos é o Estado que menos cresceu no Nordeste, apresentando o ridículo número de apenas uma empresa ter-se aqui instalado. Resultado imediato disto: o desemprego em nosso Estado é o maior da região. Por quê? A resposta é tão óbvia que nos faz lembrar o ?ululante? do escritor Nelson Rodrigues: falta de vontade política de quem tem o dever de prover o desenvolvimento do Estado. O Estado de Alagoas, apesar de pequeno, é economicamente viável, fato comprovado e visível no desenvolvimento que experimentou anos atrás. O sal-gema, riqueza do nosso subsolo, não foi apenas uma ilusão passageira, mas o elemento catalisador do crescimento da nossa economia; daí, a criação do pólo cloroquímico, atrativo para a instalação de empresas beneficiadoras desse rico filão. E, por um tempo, essa foi a nossa esperança. E, por um tempo, chegaram novas indústrias gerando emprego e renda, a base da economia. A atração de empresas, todavia, não pode ser encarada pelo Estado como algo passageiro, momentâneo, circunstancial. É um dever permanente do governante, faz parte da essência do próprio ato de governar modernamente. Apenas uma empresa aqui se instalou nesses últimos quatro anos! É admirável e, certamente, inédito! E trágico, pelas conseqüências de tal descaso para com o Estado, sendo a maior delas a frustração de milhares de pais de família em sua perspectiva de emprego. E o que dizer dos, também, milhares de jovens filhos que esperam ingressar no mercado de trabalho e esbarram na falta de oportunidades porque novas vagas não foram criadas? E não são geradas porque indústrias e outras empresas não foram trazidas para o solo alagoano, incrementando a nossa economia, o que nos leva a acreditar, com justa razão e certeza, inexistir um plano de desenvolvimento efetivo para o Estado de Alagoas. Ao par de tudo isso, e, também, por isso, Alagoas está a reboque dos demais Estados nordestinos, exibindo um índice de desemprego de 13%, percentual que, até por razões da lógica, tende a aumentar, considerando que o governo nada fez, e continua a não fazer, com o objetivo de mudar essa realidade. E mais: segundo a Fundação Getúlio Vargas, 50% da nossa população sobrevive, e este é o termo correto, com menos de R$ 80,00/mês. Para superar essa vexatória situação, é preciso arregaçar as mangas, trabalhar e trabalhar, visando promover a implantação de novos projetos empresariais em nosso Estado. É receita simples que carece apenas de vontade política, porque sem ela, sem essa vontade de governar realizando, continuaremos no marasmo atual, perdidas quaisquer perspectivas de mudança. É preciso e urgente dar um basta a tudo isso!

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