Política
Associa��es denunciam regalias
As entidades representativas encontraram ontem mais uma forma de contestar a decisão do Conselho Estadual de Segurança Pública, que determinou a transferência de militares que respondem a processos criminais do presídio militar para o sistema prisional. Contrários à decisão, os presidentes das associações de sargentos e subtenentes e dos cabos e soldados apontaram o caso do engenheiro civil e empresário Rilton Emanoel de Melo Almeida como prova do que consideram ?contradição?. Preso desde abril de 2008, acusado de abusar sexualmente de uma criança de oito anos de idade, Rilton Melo está na sede da Companhia de Salvamento Marítimo, unidade do Corpo de Bombeiros Militar, na Praia do Sobral, há dois anos. Ali, afirma o sargento Teobaldo Almeida, da Associação de Sargentos e Subtenentes, o engenheiro goza ?de inúmeras regalias?. Presos militares continuam detidos no Baldomero Cavalcanti A transferência, seguida da interdição do presídio militar, no bairro do Trapiche, foi justificada pelo Conselho diante de irregularidades que incluem regalias e falta de segurança. Além de não estarem submetidos às normas da Lei de Execuções Penais, os militares estariam saindo do presídio militar ao bel prazer de cada um e sem autorização dos responsáveis pela segurança da unidade. A lista dos que foram transferidos incluem sargentos, cabos e soldados, todos respondendo a processos judiciais civis e criminais que vão de questões tributárias, roubo e extorsão a homicídio qualificado. Para protegê-los, pois acredita que eles ?não podem estar junto com presos condenados, até por serem os principais alvos em rebeliões?, o presidente da Associação de Sargentos e Subtenentes apontou para o caso do engenheiro Rilton Melo de Almeida.