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Nº 5714
Política

O alagoano quer: Educa��o

Fundamental é a educação no desenvolvimento de qualquer povo. Por isso, a Constituição Federal a destaca como um dos direitos fundamentais do cidadão brasileiro, sendo uma obrigação do Estado, cabendo aos Estados federados e ao Distrito Federal a responsa

Por | Edição do dia 03/10/2002 - Matéria atualizada em 03/10/2002 às 00h00

Fundamental é a educação no desenvolvimento de qualquer povo. Por isso, a Constituição Federal a destaca como um dos direitos fundamentais do cidadão brasileiro, sendo uma obrigação do Estado, cabendo aos Estados federados e ao Distrito Federal a responsabilidade quanto aos níveis Fundamental e Médio de Ensino. Alagoas, todavia, é hoje o Estado brasileiro onde, ao contrário do que determina a Constituição, o desprezo pela educação é a tônica. Realmente, no interior de nossa Alagoas tudo falta em termos de educação: professores de matemática, de química e de outras tantas matérias do Ensino Médio; as escolas, aquelas que restam de quinze anos atrás, nessas os únicos recursos de ensino ofertados aos professores são o quadro-negro e o giz. Quando muito, exibem pintura nova; no mais é o absoluto descuido com a educação. Veja-se, por exemplo, que o embaixador da Unesco no Brasil, em abril de 2001, sugeriu ao governo de Alagoas, com a colaboração técnica daquele organismo internacional, a abertura das escolas públicas nos fins de semana como forma de atender os excluídos da educação. Até hoje não se tem notícia de que tal tenha ocorrido; enquanto isso, o Estado de Alagoas amarga a maior taxa de analfabetismo do País – 34,7%, segundo o IBGE (2001). Há um dado irônico no analfabetismo alagoano: a Cidade de Passo do Camaragibe, berço do maior filólogo brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda, detém o absurdo índice de ter 46,6% de analfabetos na sua população com mais de 10 anos de idade. No tocante à modernização do ensino, não seria difícil ao Estado fazê-lo, inclusive concedendo ao alunado o acesso à Internet: o governo federal tem meios de colaborar com isso. É preciso, no entanto, que o governo estadual apresente projetos, o que não tem sido feito. Resultado dessa omissão é o baixo nível do ensino estadual, ao contrário do que ocorria em passado recente. Não fica apenas nisso: os professores são mal remunerados e, embora a dedicação e o sacrifício que fazem, sofrem com os baixos e defasados salários. Ademais, o plano de cargos e salários, tão ansiosamente reivindicado pelos professores, além de transformá-los, os professores, em profissionais de subemprego, achata a categoria, punindo mais aquele que chega ao final de carreira, uma atitude desumana e desrespeitosa com quem dedicou uma vida inteira a formar gerações. Falta, também, o pessoal administrativo necessário ao funcionamento das escolas, seja na capital ou no interior, mas principalmente nesse. Concurso para provimento de vagas houve, no entanto, os aprovados não foram convocados no prazo da lei. Por quê? Pura incúria ou propósito de abrir vagas emergenciais na época apropriada ao interesse político? É isto o que acontece com os monitores, contratados sob critérios duvidosos e que não levaram em conta a aptidão dos mesmos e, ainda por cima, têm seus salários pagos com atraso. Como em outras áreas, é lamentável a atuação do governo nesta que é de importância fundamental, porquanto povo sem educação é povo subjugado à escravidão branca. É preciso e urgente dar um basta a tudo isso!

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