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R�us dizem ter sido torturados

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?Se me condenarem, vão condenar um inocente. Quero que o Brasil todo saiba disso?, repetiu José Alexandre dos Santos, o Zé Piaba, primeiro réu interrogado no júri popular dos acusados pelas mortes da deputada Federal Ceci Cunha e de três familiares dela. O julgamento foi iniciado na manhã de ontem, no auditório da Justiça Federal, na Serraria. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Zé Piaba foi um dos quatro executores materiais da chacina ocorrida por volta das 19h30 de 16 de dezembro de 1998, supostamente encomendada por Talvane Albuquerque. O réu alegou que não estava em Maceió no momento em que os assassinos invadiram a casa onde estavam Ceci e seus parentes, situada no bairro de Gruta de Lourdes. ?Eu estava em Arapiraca, há várias testemunhas?, declarou o acusado, que hoje trabalha como mototaxista. ?Jamais poderia estar aqui em Maceió. Jamais! De maneira alguma! Só se eu fosse duas pessoas ao mesmo tempo?, enfatizou. Zé Piaba também relatou que foi torturado para confessar sua participação no crime, em um depoimento filmado na cidade de Imperatriz (MA), por policiais que o prenderam em fevereiro de 1999. ?Fui espancado. Foi o pessoal da [Polícia] Federal?, denunciou. Segundo Piaba, os policiais que o detiveram e coagiram mencionaram o nome do atual senador Renan Calheiros (PMDB), à época ministro da Justiça. ?O pessoal da Federal disse: ?Alguém tem que pagar por esse crime?. Me algemaram e disseram: ?Bora, fale, fale. Quem tá mandando é o pessoal do Renan Calheiros?. Aí eu falava, com medo?, disse. ?Havia pressão do Renan Calheiros para incriminar Talvane?, reforçou.

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