Política
Julgamento � marco contra a pistolagem em AL
Na manhã de segunda-feira (16), teve início o júri popular dos cinco acusados pela morte da deputada federal Ceci Cunha e de três de seus familiares. Após o sorteio dos sete homens que comporiam o corpo de jurados, foram ouvidas três testemunhas de acusação e quatro de defesa. Sobrevivente ao atentado ocorrido em 16 de dezembro de 1998, a psicóloga Claudinete Santos Maranhão foi a primeira pessoa arrolada pela acusação a falar. Irmã de Ceci Cunha e viúva de Iran Maranhão, uma das vítimas da chacina, Claudinete reafirmou ter reconhecido o réu Jadielson Barbosa Santos como um dos dois homens que invadiram a casa situada no bairro de Gruta de Lourdes e dispararam contra os presentes. Também testemunharam pela promotoria o militar reformado José Jorge Farias de Melo, conhecido como soldado Farias, e o auxiliar de serviços gerais José Luís dos Santos. Depois das testemunhas, foram interrogados Zé Piaba e Mendonça Medeiros, acusado de ter facilitado a fuga dos pistoleiros. No auditório da Justiça Federal, no entanto, os acusados afirmaram ter confessado sob tortura.