Política
Julgamento hist�rico
?Acho que vai até as 11?, disse um agente da Polícia Federal. ?Tá doido? Vai ser no mínimo meia-noite?, retrucou outro, e começou a calcular: três horas para a acusação, mais três para a defesa, quatro para réplica e tréplica... Na manhã de quinta-feira (19), antes de começar o terceiro dia de julgamento dos acusados pelo assassinato de Ceci Cunha e de três de seus familiares, quatro agentes da PF, reunidos no fundo do auditório do Fórum da Justiça Federal, faziam um ?bolão?. ?Quem chegar mais perto [do horário de término do júri] ganha?, explicou um deles. No total, atuaram durante o julgamento mais de 80 agentes de segurança, destacados das polícias Militar e Federal, da Força Nacional e do quadro da própria Justiça Federal. Os filhos de Ceci Cunha, Rodrigo e Adriana, chegavam em carros escoltados por viaturas da PM. Na entrada do salão nobre, que antecede o auditório, os visitantes passavam por uma revista rigorosa, que examinava o conteúdo de bolsas e percorria o corpo com detector de metais manual. Não se permitia entrar no auditório portando celulares. Os objetos eram recolhidos e postos sobre algumas mesas, etiquetados com os nomes de seus proprietários.