Política
Orlando Manso busca novo pr�dio para sediar o TRE
A quase nove meses do fim da sua gestão à frente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), o desembargador Orlando Manso tem duas grandes missões para executar antes da despedida. Até o dia 12 de novembro, quando deixará a cadeira de presidente, ele pretende comprar, reformar e inaugurar o prédio da nova sede da Justiça Eleitoral do Estado. Em paralelo, haverá as eleições municipais, que por si só já exigem empenho da Corte para coibir fraudes. E, sem o apoio da Polícia Militar, o trabalho deverá ser maior ainda. Depois que mandou prender o comandante da PM, coronel Luciano Silva, em novembro, o desembargador não quer conversa: ?Se não mudar o comandante, as eleições serão realizadas sem a participação da Polícia Militar?, disse ele. Foi na última terça-feira que o presidente do TRE recebeu a Gazeta em seu gabinete, no Tribunal de Justiça. No intervalo da sessão do pleno, ele conversou demoradamente com a reportagem. Devoto de Padre Cícero, um broche do religioso divide espaço com o emblema da Justiça na sua lapela. No punho esquerdo, uma fitinha amarela do Nosso Senhor do Bonfim aparece, sem cerimônias, por baixo da manga do paletó. Desembargador ainda reclama da PM Sempre paciente, o desembargador também explicou com detalhes como nasceu seu desagrado com a postura do coronel Luciano Silva, a quem se refere como ?um fora da lei?. Um processo distribuído por sorteio chegou a suas mãos, para ele decidir o mérito. Tratava-se do futuro do capitão Rocha Lima. Segundo o desembargador, havia suspeita de perseguição contra ele. Orlando Manso contou que o atual secretário de Defesa Social, coronel Dário Cesar, quando comandante da PM, determinou que uma comissão investigasse a conduta do capitão, que seria envolvido em muitos delitos na PM. ?Depois de estudar o militar, a comissão sugeriu a pena de repreensão, uma pena leve, que não demanda cadeia?, disse Manso. ?Só que o comandante Dário expulsou o capitão. Ele recorreu e o Tribunal de Justiça determinou o reingresso dele nas fileiras da PM e que fosse aplicada a pena de repreensão?.