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Senado contrata FGV sem licita��o

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Brasília, DF ? Contratada sem licitação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) deve arrecadar cerca de R$ 15 milhões com as inscrições para o concurso do Senado. A alegação do Senado é que a contratação direta da entidade se deve à necessidade de ?reposição imediata? de parte das 650 aposentadorias ocorridas desde 2008. Serão preenchidas 246 vagas, além das que estão ocupadas por 3.174 servidores efetivos, 3.053 comissionados e os 3 mil terceirizados. O valor total das inscrições será da FGV. Chega-se aos R$ 15 milhões, pela estimativa da Casa de que 80 mil pessoas se inscreverão pagando os seguintes preços: os que disputarem as 104 vagas de nível médio, com salário inicial de R$ 13.833,64, pagarão R$ 180; os concorrentes das 133 vagas de nível superior de analista legislativo, salário de R$ 18.440,64, pagarão a inscrição no valor de R$ 190; e é de R$ 200 o preço da inscrição na disputa do maior salário, de R$ 23.826,57, para as 9 vagas de consultor. Procurados, Senado e FGV não quiseram se manifestar. A entidade não retornou a ligação e, na Casa, prevalece a informação de que somente o presidente da comissão responsável pelo concurso, Davi Anjos Paiva, pode falar do assunto. Com um detalhe: o órgão de imprensa tem de aguardar a ligação de Paiva, o que não ocorreu. Em vez de cortar, Casa gasta mais 14,5% com salários Os gastos com pessoal no Senado subiram 14,5% em 2010, e a previsão é de um crescimento de mais 11,7% pelo Orçamento aprovado pelo Congresso para 2011. As despesas da área estão acima do previsto quando foi aprovado, no ano passado, um plano de carreira para os servidores da Casa. A justificativa é de gastos com contratações de mais servidores, aposentadorias e pagamento de correções salariais, determinado pelo Judiciário. A Secretaria de Recursos Humanos do Senado é comandada, desde 2009, por Doris Marize Peixoto, favorita para suceder Haroldo Tajra na direção-geral da Casa. Antes de assumir a função atual, ela foi chefe de gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA), filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

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