Política
Perd�o, 100 anos depois
O governo anunciou para a próxima quarta-feira, 1º de fevereiro, um pedido formal de desculpas do Estado de Alagoas pelo ?Quebra? de 1912. Também conhecido como Operação Xangô, o episódio se constituiu na perseguição e destruição dos terreiros onde se professavam os ritos das religiões de matriz africana, patrocinado por iniciativa oficial, durante a gestão do governador Euclides Malta, que ficou por três mandatos à frente do Executivo alagoano. A manifestação oficial caberá ao governador Teotonio Vilela (PSDB), que deve assinar o que por enquanto é denominado de Nota Oficial de Retratação. A cerimônia de assinatura é um dos pontos da programação de um projeto da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), orçado em R$ 328 mil, para custear uma série de atividades que marcarão o centenário do episódio histórico. A proposta remete a iniciativas semelhantes já adotada por outros governos e até pela Igreja Católica em relação a delitos, violação de direitos humanos e arbitrariedades diversas cometidas no passado. Cortejo vai passar por locais simbólicos em 1º de fevereiro O pedido de perdão oficial do governo de Alagoas pelo Quebra de 1912 é parte de uma iniciativa mais ampla que nasceu na Uneal. Ocorrido no início do século passado, foi o objeto de estudos escolhido pelo professor Edson Bezerra, sociólogo, antropólogo e professor da instituição ? que levou a proposta de uma programação para marcar o centenário do episódio e homenagear suas vítimas. ?Levamos a proposta da retratação ao governador, que a abraçou de imediato?, diz o vice-reitor Clébio Correia.