Política
Historiador lembra a import�ncia da elei��o
Hoje é a hora de votar. A hora da verdade. E o momento mais importante da política é o momento da eleição. Onde o povo escolherá o seu caminho, exercendo o direito maior da cidadania. Para o escritor e historiador Douglas Apratto Tenório, ao colocar o seu voto na urna, o eleitor estará fazendo história, ajudando a construir o futuro de seu Estado e do seu País. ?O mais elementar dever do eleitor-cidadão é fazer brilhar a verdade em meio às paixões e interesses escusos. Para que possa ser alcançado esse objetivo se faz necessário, além da inteligência, o caráter firme e adequado discernimento, antes de sair de casa para depositar seu voto na seção eleitoral. Este Estado e este País enfrentam crises gigantescas, mas são extraordinariamente capazes de recuperar-se e rapidamente. Tudo, no entanto, depende da nossa vontade de construir uma grande Alagoas e um grande Brasil, dentro de um modelo ético e justo e conforme a Lei de Deus. ?Faz que eu te ajudarei, diz o ensinamento divino. Cabe a nós fazer a nossa parte?, afirma. Reflexão Apratto observa que, além do calor da disputa eleitoral, de seus excessos e distorções, torna-se absolutamente necessário um ponto de parada para a reflexão sobre quem realmente merece nos governar, quem merece nos representar nas casas parlamentares estaduais ou federais. Compreender Alagoas e o Brasil é uma tarefa difícil, que implica decifrar a natureza de nossas contradições presentes no seu cotidiano e que assumem formas quase sempre opressivas e exploradoras sobre a imensa maioria de sua população. ?O processo histórico vivido por ambos sintetiza as contradições fundamentais da sociedade brasileira e alagoana e as torna expressão concreta da dependência nacional e do quadro absurdo de exclusão estadual. As nossas populações sofrem de agudas carências agravadas pelo crônico empobrecimento do País, à mercê de vários fatores, além do fisiologismo, da irresponsabilidade e da associação de uma inadequada política de desenvolvimento econômico imposta pelo sistema financeiro internacional. No Estado há que se levar em conta fortes razões políticas locais como fator de agravamento da situação?. Apesar de tudo O historiador observa que o Brasil e Alagoas são governáveis. Podem, apesar de tudo e contra tudo, melhorar sua qualidade da vida. ?O País precisa mudar. Votar neste 6 de outubro representa um ato de crença, de amor e de luta. Crença na força do povo que é o único capaz de transformá-la através de seu voto. Crença por ele ser o único capaz de transformá-la. O ato de votar é um ato de amor. Amor por seu Estado e seu País na beleza de suas engrenagens criadas e sustentadas pela mão do povo, que ainda há de se tornar dela, senhor. O ato de votar é um ato de luta. Luta pela sua terra, para que os interesses da população sejam o Norte, a régua e o compasso, a balizarem a ação de seus representantes e seus governantes. No Império Douglas Apratto recorda que a participação popular na escolha de seus dirigentes era muito limitada. No Império o rei escolhia os mandarins para o parlamento. Mesmo nos primeiros anos da República, a presença dos brasileiros nas urnas não era expressiva em relação à população geral. Nessa época, o País tinha 15 milhões de habitantes e Prudente de Morais, o primeiro presidente brasileiro eleito, chegou ao poder com apenas 276.583 votos ? o equivalente a 2,2% do contingente populacional.