Política
For�a-tarefa n�o deslancha em AL
Em visita a Alagoas para reunião de trabalho, há quase um ano, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou que o Estado de Alagoas teria sido eleito como ?laboratório nacional? para o governo federal atuar no desenvolvimento de ações de parcerias para o combate à criminalidade no Brasil. Assim como naquele mês de março de 2011, Alagoas ainda ostenta o título desonroso de Estado mais violento do Brasil. Mas até agora continua sem fornecer à Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) um dado sequer sobre a apuração de quase quatro mil inquéritos de homicídios, alvos do mutirão estratégico criado para promover o fim da impunidade no País, denominado de Meta 2. A Enasp foi lançada em fevereiro de 2010, por iniciativa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Ministério da Justiça (MJ) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o objetivo de integrar a atuação dos órgãos de segurança pública em torno da elaboração de políticas nacionais de combate à criminalidade. Como parte fundamental desta missão, no âmbito do CNMP, criou-se o ?Inqueritômetro?, para medir a produtividade deste trabalho de resgate de 143 mil investigações de crimes registrados até o fim de 2007, que adormeciam nas gavetas de delegacias do Brasil inteiro.