app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5715
Política

Primeira elei��o do s�culo tem 18.880 candidatos

Brasília – Na primeira eleição do Século 21, os 115,2 milhões de eleitores brasileiros poderão protagonizar, neste domingo, uma série de recordes e de  fatos inéditos da história democrática do País. Preparada desde o início de 2001 por cerca de 200 espec

Por | Edição do dia 06/10/2002 - Matéria atualizada em 06/10/2002 às 00h00

Brasília – Na primeira eleição do Século 21, os 115,2 milhões de eleitores brasileiros poderão protagonizar, neste domingo, uma série de recordes e de  fatos inéditos da história democrática do País. Preparada desde o início de 2001 por cerca de 200 especialistas, a primeira eleição geral totalmente informatizada deverá consumir R$ 316 milhões do orçamento da Justiça Eleitoral. Além dos votos digitados no Brasil, são aguardadas as escolhas de 69.936 brasileiros que vivem em 76 países estrangeiros. Estão na disputa 6 candidatos à Presidência da República, 218 aos governos estaduais, 349 ao Senado, 4.901 à Câmara dos Deputados, 12.733 às assembléias legislativas e 673 à Câmara Distrital. Ou seja, ao todo, 18.880 políticos tentarão um cargo eletivo neste ano. Os eleitores terão de digitar 25 toques para votar em presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital. O TSE estima que cada uma das pessoas demorará em média 1 minuto e 15 segundos para votar. São esperadas filas nas grandes cidades. Mas acredita-se que 25 milhões de pessoas não aparecerão ou abandonarão a votação no meio. Quem errar duas vezes a digitação de seus votos na urna eletrônica poderá pedir para votar pelo método antigo, na cédula de papel. O processo totalmente informatizado leva o secretário de informática do TSE, Paulo Camarão, a prever que os brasileiros saberão se haverá ou não segundo turno na disputa presidencial já na noite de segunda-feira. “Será necessário esperar a apuração de 100% dos votos para ter essa resposta”, acredita o especialista, que trabalha no TSE desde a eleição de 1996. As pesquisas de intenção de voto não indicam uma vitória do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro turno, nem descartam essa possibilidade. Conforme as expectativas do secretário, à meia-noite de segunda 90% dos votos estarão apurados. O restante deverá demorar mais para ser computado, pois refere-se a regiões mais longínquas, que dependem de transporte precário ou estão sujeitas a intempéries. A divulgação oficial do resultado deverá sair até o fim da semana. Voto impresso Essa demora deve-se a uma inovação que será testada no pleito deste ano em 150 municípios: o voto impresso. Após digitarem os 25 toques necessários para votar em seus seis candidatos, os cerca de 8 milhões de eleitores cadastrados nas cidades escolhidas para a experiência piloto (dentre as quais Brasília, Palmas do Tocantins, Cuiabá, Aracaju e Maceió) terão de olhar em um visor acoplado à urna eletrônica para conferir se o voto digitado é o mesmo do impresso. Se estiver de acordo, a pessoa terá de apertar a tecla “confirma”, existente na urna. Ao final da votação, a Justiça Eleitoral contará os votos impressos com o objetivo de demonstrar que a urna eletrônica é confiável. Mesmo com a complexidade do processo eleitoral, o corregedor-geral do TSE, ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, acredita que o dia será tranqüilo. “A Justiça Eleitoral tomou todas as providências necessárias, inclusive autorizando o envio de forças federais para garantir a segurança da eleição em alguns locais”, afirmou. “Mas não podemos descartar imprevistos”, ponderou. Sálvio classificou como “boa” a decisão do corregedor do Acre, Pedro Francisco da Silva, de proibir saques nos bancos do Estado acima de R$ 10 mil para evitar a compra de votos. “O que tem de prevalecer é a eleição”, afirmou o ministro. Além do Acre e do Rio de Janeiro, que teme a atuação do crime organizado durante a eleição, o TSE autorizou o envio de forças federais para o Amazonas, Bahia, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. Em cinco Estados, a eleição será acompanhada por 34 observadores internacionais, que representam 12 países e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Mais matérias
desta edição