Política
Gr�ficas contabilizam lucros e preju�zos durante a campanha
O período eleitoral é motivo de comemoração para alguns setores do Estado, a exemplo das gráficas que faturam alto com a produção de cartazes, adesivos, botons, santinhos e colas para os candidatos ávidos em conquistar um número maior de eleitores. Na reta final da campanha, já que para as candidaturas proporcionais (senadores e deputados) não existe possibilidade de segundo turno, as gráficas começam a contabilizar seus lucros e até prejuízos, uma vez que nem todos os candidatos honram com seus compromissos, principalmente quando perdem. Reta final De acordo com o diretor do Sindicato dos Gráficos de Alagoas (Singal), José Enaldo, na reta final de campanha os candidatos investem na confecção de botons e as colas para ter seu nome lembrado pelo eleitor na hora de votar. Ele admite que o período eleitoral enche a maioria das gráficas de encomendas. Mas ele afirma que é preciso muito cuidado para não acabar sofrendo prejuízo ao final da campanha. ?As gráficas conseguem um bom lucro com os políticos, e esse faturamento poderia ser dobrado se não fosse a alta inadimplência?. Ele comenta que quando a encomenda é feita diretamente pelos partidos é mais difícil de sofrer algum calote. Mas isso é mais difícil quando o político faz sua encomenda isoladamente. ?É claro que existem exceções. Há muitos que são bons pagadores?. Enaldo afirma que é comum em final de campanha os políticos negociarem seus débitos sem uso da moeda corrente, pagando com cartas de créditos, carros e até imóveis. ?O problema é que quando há inadimplência, os gráficos acabam passando isso para o fornecedor, que também fica sem receber?.