Política
Gestores querem mudar c�lculo
Uma indicação nacional detectada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) aponta que nem todos os Estados e municípios do País pagaram o piso no ano passado. E nesta semana que passou, um dia após a divulgação do valor do reajuste pelo MEC, prefeitos e governadores de vários estados da federação, inclusive de Alagoas, foram a Brasília para pedir a mudança de parâmetro no cálculo do reajuste. A Lei 11.738 ? aprovada em 2008 ? estabelece como parâmetro de reajuste do piso o mesmo índice de reajuste do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o que este ano correspondeu a 22%. Mas os gestores queixam-se de que esse índice causa grande impacto nas contas públicas e sugerem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou o ano de 2011 em 6,08%. ?Há municípios muito pobres, que dependem unicamente dos recursos do Fundeb para a cobertura de todas as despesa relativas à Educação, incluindo o pagamento de pessoal e reformas nas escolas. É claro que um reajuste como este no piso vai impactar nas contas?, diz o superintendente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Ademir Cabral, que acompanhou o presidente da entidade ? e prefeito de Cajueiro ? Palmery Neto (PSD), na mobilização em Brasília pela revisão do parâmetro de reajuste.