Política
Chacina durante elei��o em Mata Grande completa 62 anos
A tragédia de 1950, como ficou conhecida a chacina no município de Mata Grande, começou na rua Gabino Besouro, uma das principais da cidade. Um bando de pistoleiros armados, a maioria contratado no interior de Pernambuco e na própria Polícia Militar de Alagoas, cercou a casa de Antonino Malta, presidente, na época, do Diretório Municipal da UDN (União Democrática Nacional). O saldo desse histórico crime de mando: quatro pessoas mortas. O caso entrou para a história como a mais sangrenta chacina de cunho político registrada em Alagoas. Os primeiros tiros de fuzis foram disparados no momento em que os eleitores começavam a comparecer aos locais de votação em Mata Grande. Diversas pessoas ficaram sob o fogo cerrado durante a chacina, executada no dia seguinte ao da visita do governador Silvestre Péricles, do Partido Trabalhista Nacional (PTN). A cidade contava com a presença de homens das tropas federais, que, apesar dos insistentes pedidos de deslocamento feitos pela Justiça Eleitoral várias semanas antes, só chegaram ao local na madrugada da data do crime. Noticiou-se, na época, que até o único médico da cidade desapareceu, ficando os primeiros socorros às vítimas entregues a um farmacêutico.