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Nº 5758
Política

Governador deve apoiar Lula no segundo turno

O governador reeleito Ronaldo Lessa deverá apoiar o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno da eleição presidencial. Ele disse, durante entrevista concedida ontem pela manhã à TV Gazeta, que apesar de ficar, neste momento, em pal

Por | Edição do dia 08/10/2002 - Matéria atualizada em 08/10/2002 às 00h00

O governador reeleito Ronaldo Lessa deverá apoiar o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno da eleição presidencial. Ele disse, durante entrevista concedida ontem pela manhã à TV Gazeta, que apesar de ficar, neste momento, em palanques diferentes – já que Teotonio Vilela Filho e Renan Calheiros deverão apoiar o candidato José Serra – isso não afetará a parceria estabelecida com os dois senadores também reeleitos. “Temos uma aliança por Alagoas, e é isso que sempre estará em primeiro lugar”, assegura o governador. Na sua opinião, qualquer que seja o presidente eleito, Alagoas terá uma boa relação. “Se for o Serra, sempre tivemos, com o ex-ministro, uma relação de respeito; se for o Lula, temos parceria de muitas eleições e sabemos que ele respeita os dois senadores pelo trabalho e influência que eles têm em Brasília. E poderemos contar também com a influência da senadora Heloísa Helena. Alagoas é quem ganha com essa relação”, afirmou. Para a entrevista de ontem Ronaldo Lessa deu descanso ao tradicional colete da Defesa Civil, mas disse que não vai mudar a política adotada até agora contra os baixos indicadores sociais do Estado. Estamos no caminho certo e vamos continuar nele. Em breve teremos resultados melhores do que já tivemos”, disse ele. O projeto de inclusão social de seu segundo governo, segundo Ronaldo Lessa, vai ter como base também a economia solidária. “Não podemos depender apenas da industrialização para trazer emprego. Precisamos do microcrédito para assegurar recursos a quem não tem condições de arrumar emprego. O eletricista, o artesão, o mecânico podem ter sua economia pessoal. Relações políticas O governador reeleito credita à bancada federal um papel importante no sentido de assegurar obras estratégicas para o Estado. Considerando boa a composição da bancada, ele aposta numa boa relação com os deputados federais e senadores que representam Alagoas. “Temos os dois senadores que nos apoiaram, Téo e Renan, e podemos contar também com a senadora Heloísa Helena; o PSB tinha um, agora elegeu dois deputados federais, a coligação dos senadores elegeu mais dois, podemos contar ainda com o deputado Benedito de Lira, que no final da campanha nos apoiou, e acho que podemos contar também com os deputados João Caldas e João Lyra. Apenas dois foram eleitos pela oposição”, avalia ele. Na Assembléia Legislativa, Lessa acha também que ampliou o quadro de apoio, somando a bancada de sua coligação com a do PMDB/PSDB e diz que os problemas de relacionamento com a Assembléia, que dificultaram o início do seu primeiro mandato, deixaram lições que devem servir para todos no próximo mandato. A eleição Na avaliação de Ronaldo, a eleição deste ano, em Alagoas, foi pedagógica, apesar da visão da imprensa nacional, colocando Alagoas como o espelho de uma disputa acirrada. Ele acha que houve o envolvimento da população, em alguns momentos os ataques pessoais, mas nada comprometeu a tranquilidade e a paz, podendo ser realizado um pleito com total democracia. Ele acredita que a própria Justiça Eleitoral pode ter tirado lições importantes com os problemas registrados nas urnas. “Acho que o aumento de sessões teria evitado esses problemas de longas filas”, arrisca. Mas no geral o governador parabenizou o Tribunal Regional Eleitoral e o povo de Alagoas pelo pleito. “Nenhuma eleição em Alagoas foi tão acompanhada pela imprensa nacional como essa. Acho que acabamos dando um exemplo de democracia para o Brasil”, concluiu o governador.

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