Política
CNJ investiga venda de precat�rios em Alagoas
Pagamentos que podem ter sido feitos em duplicidade, em valores que o Judiciário desconhecia, mas cujos reais beneficiários, servidores públicos com dívidas trabalhistas já julgadas a seu favor (e muitas vezes idosos e com doenças que exigiam dinheiro para tratamento), acabavam recebendo apenas um décimo do que tinham direito. A situação está em reportagem publicada ontem pelo jornal Correio Braziliense, que trata da preocupação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o pagamento de precatórios e destaca Alagoas como exemplo de acúmulo de irregularidades. ?O Conselho, ao percorrer até agora, oito Estados, para estruturar setores de pagamento de débitos dos governos locais, decorrentes de sentenças judiciais em favor dos cidadãos, encontrou fraudes de toda ordem?, diz a publicação do Distrito Federal. E logo em seguida, cita Alagoas afirmando ter sido identificado esquema de venda de créditos, com o deságio (perda para quem tem o direito a receber) de 90%, documentação irregular e que há estimativa de que foram movimentados R$ 1 bilhão dessa forma, envolvendo 500 credores, entre os quais figurariam desembargadores, juízes, promotores e procuradores.