Política
Incra � alvo de fraude em Alagoas
A carência de terras agricultáveis, sua concentração e a cultura latifundiária em oposição ao grande número de famílias carentes no campo fazem de Alagoas uma das duas regiões mais críticas para a questão agrária no País. Mas, desde agosto de 2011, a execução do programa de assentamento de pequenos agricultores ganhou mais um obstáculo ? ainda um caso isolado. Foi naquele mês que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Estado adquiriu pouco mais de 400 hectares de uma fazenda em São Miguel dos Campos, pelos quais pagou R$ 5,2 milhões. Colocadas as cerca de 50 famílias ? que já não tinha sido possível incluir no projeto de assentamento da região da extinta usina Agrisa ?, veio a descoberta de que o imóvel rural tinha outro dono que não o que realizara a negociação. O novo dono considerou ocupação o que, para o Incra, tinha sido o início de mais um processo de regularização fundiária bem-sucedido, e foi à Justiça. Obteve uma ordem de despejo. Houve recursos de ambos os lados, mas a Justiça Federal considerou que era este ? e não o que negociara com o Incra ? quem tinha o legítimo direito à posse da terra.