Política
Governo defende que Cespe fa�a concurso
A ?inconsistente? justificativa da Secretaria de de Estado da Gestão Pública (Segesp) para a escolha da Cespe/UnB como organizadora do próximo concurso público da Polícia Militar de Alagoas fez com que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) devolvesse ao Executivo processo cobrando explicações jurídicas plausíveis ? mas sobre a opção por uma empresa inexistente: ?FNB?. Trecho de despacho assinado pelo coordenador da Procuradoria de Licitações, Contratos e Convênios da PGE, Ricardo Mero, no Diário Oficial do Estado, teve repercussão não muito favorável ao governo porque, no documento, o procurador considerou duvidosa a explicação para a seleção da empresa vinculada à Universidade de Brasília (UnB). ?Não há justificativa jurídica nem fática para a escolha da ?FNB? para a realização do concurso em tela, pelas razões apontadas, pelo que devolvo o processo à origem para que apresente justificativa consistente para a escolha ocorrida nos autos?. Eis o trecho do despacho publicado no Diário Oficial de anteontem. Na íntegra do despacho, ao qual a Gazeta teve acesso, o procurador diz não ter compreendido o que motivou a escolha da Cespe, uma vez que a Fundepes (vinculada à Universidade Federal de Alagoas - Ufal) apresentou proposta de preço inferior à organizadora, sediada em Brasília (DF).