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Nº 5712
Política

Garotinho declara apoio a Lula e PFL a Jos� Serra

Rio e Brasília – Três dias após o primeiro turno das eleições, o quadro político da sucessão presidencial vai ficando cada vez mais claro. Ontem, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto José Serra (PSDB) ampliaram suas alianças eleitorais. Lula re

Por | Edição do dia 10/10/2002 - Matéria atualizada em 10/10/2002 às 00h00

Rio e Brasília – Três dias após o primeiro turno das eleições, o quadro político da sucessão presidencial vai ficando cada vez mais claro. Ontem, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto José Serra (PSDB) ampliaram suas alianças eleitorais. Lula recebeu a declaração de apoio de Anthony Garotinho, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, com 15 milhões de votos. O partido dele, o PSB, também fechou com a candidatura do petista. Já na campanha de José Serra, a principal conquista do dia foi o apoio do PFL. A cúpula do partido se reuniu em Brasília para definir seu posicionamento no segundo turno e decidiu recomendar voto no tucano. Uma reunião prévia entre os presidentes do PT, José Dirceu, e do PSB, Miguel Arraes, selou a aliança para o apoio ao candidato petista à sucessão presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno. Miguel Arraes disse, ao final do encontro, que espera que o apoio a Lula seja aprovado por unanimidade na reunião da Executiva Nacional do PSB, marcada para hoje, em Brasília. O candidato derrotado do PSB, Anthony Garotinho, deverá participar da reunião. Já o PFL, que decidiu recomendar o voto em José Serra, foi obrigado a liberar todos os seus filiados que não concordarem com a decisão para apoiarem Lula contra o tucano. A medida foi necessária para evitar um racha, já que importantes líderes regionais do partido, como Antônio Carlos Magalhães (BA) e Roseana Sarney (MA), se recusam a pedir votos para o candidato tucano. O próprio presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), evitou dizer se iria trabalhar ativamente na campanha de Serra. Essa tarefa deve ficar com o vice-presidente Marco Maciel (PE), pefelista mais próximo ao PSDB. A cúpula do PMDB decidiu ontem, após uma reunião com o presidenciável tucano José Serra, investir pesado em cima de peemedebistas que já se aliaram ao petista Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo sabendo que a tarefa será difícil, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), disse que vai procurar dissidentes do partido, entre eles, o senador José Sarney (PMDB-AP), que aderiu à campanha do PT já no primeiro turno. A direção do PMDB espera que ele, pelo menos, se mantenha neutro no segundo turno. Terça-feira, Lula havia saído na frente na composição de novas alianças e garantiu a adesão à candidatura de Ciro Gomes (PPS), que ficou em quarto na eleição presidencial, com mais de 10 milhões de votos. “O apoio é irrestrito e entusiástico à candidatura de Lula, a despeito de termos tido diferenças no primeiro turno. Agora não é hora de ressaltar as divergências que tivemos”, disse Ciro, ao lado do presidente do PPS, senador Roberto Freire. Debate O presidente nacional do PL, deputado Waldemar Costa Neto (SP), disse ontem que o Conselho Político da campanha do PT, formado pelos partidos que apóiam o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, defendem que o presidenciável participe de apenas dois debates no segundo turno, um na televisão e outro na imprensa escrita. De acordo com Costa Neto, o assunto foi discutido numa reunião realizada em São Paulo. “Essa foi a nossa posição, mas quem decide é o Lula, pois o sistema é presidencialista”, disse o presidente nacional do PL. Além da disputa natural por novos apoios políticos, o início do segundo turno foi marcado por uma outra queda de braços entre o PT e PSDB: os petistas querem limitar a participação de Lula, que lidera as pesquisas de intenções de voto, enquanto os tucanos querem garantir o máximo de exposição para o candidato do PSDB, José Serra.

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