Política
Trabalhadores protestam na orla
O repúdio aos 6,5% de reajuste anunciados esta semana pelo governo do Estado para todos os servidores; o avanço sem controle da violência; a lentidão da reforma agrária e a luta pelo fim do imposto sindical foram os temas que mais inspiraram os discursos na orla de Maceió, durante a passeata que marcou o Dia do Trabalho ontem na capital. Em maior número, se fizeram presentes os trabalhadores rurais de diferentes movimentos, que chegaram em caravanas de cidades do interior. Estudantes, bancários, professores, policiais, vigilantes, funcionários dos Correios e de supermercados, entre outras categorias, também estavam representados. Com bandeiras, faixas, fogos e até um caixão e um boneco de isopor retratando o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), os manifestantes deixaram o Posto 7, na Jatiúca, e saíram em passeata até a orla de Pajuçara, onde estavam programadas apresentações musicais. Com concentração marcada a partir das 9h, o ato só teve início por volta das 11h30, após as lideranças da Central Única dos Trabalhadores (CUT) terem retornado do Centro, onde obrigaram as lojas que iriam aproveitar o feriado para faturar a fechar as portas, liberando os funcionários para o dia de lazer. (Leia mais em Cidades) ?O Dia é do trabalhador, não de trabalhar?, disse Cícero Lourenço, vice-presidente da CUT, depois de ter descido de uma das vans a serviço dos sindicalistas.