Política
COTA N�O � PRIVIL�GIO
Membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Valdice Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, comemorou a decisão do STF. ?O STF reconheceu a dívida histórica que o Brasil tem com a população negra. As cotas são necessárias, claro, por determinado tempo, para igualar as oportunidades, no caso, na área da educação?, afirmou a jornalista, que defende também a criação de cotas para o ingresso no mercado de trabalho. ?A política de cotas não é privilégio. É uma ação compensatória, uma ação afirmativa, para que a sociedade atinja, de fato, um grau de igualdade?, afirmou Valdice Gomes. ?A gente espera que outros setores da economia também possam aderir ao sistema de cotas, não só o governo?. Ela rebate com veemência os argumentos de quem é contra a política de cotas. ?Quem é contra desconhece a herança antropológica, sociológica da construção da sociedade brasileira. As pessoas se reconhecem negras não só pela cor da pele, mas pelo tipo de cabelo, pelo formato da boca, do nariz, além da história de seus ancestrais?, ressaltou.