Política
Comiss�o promete ajudar a esclarecer fatos da Ditadura
Brasília, DF ? Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para compor a Comissão da Verdade, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, espera que o trabalho do colegiado poderá contribuir para a ?reconciliação nacional? sem nenhum ?revanchismo? e que atuará ?doa a quem doer?. O magistrado acredita que não haverá resistência às investigações do grupo, que começa os trabalhos oficialmente na próxima quarta-feira. ?Não [haverá resistências]. Acho que a sociedade como um todo vai absorver o sentido da lei [que criou a Comissão da Verdade, de novembro do ano passado], que é resgatar a memória nacional, trazendo à tona violações graves dos direitos humanos, reconstruindo a história e fazendo a pacificação nacional?, disse Dipp, no intervalo do encontro da comissão de juristas do Senado que discute mudanças no Código Penal. Para o ministro do STJ, a intenção da lei não é revanchismo a qualquer pessoa ou grupo. ?É a procura de uma reconciliação nacional, doa a quem doer?.