Política
Estaleiro � esperan�a, mas falta qualifica��o
A supervisora técnica do Dieese, Jaqueline Natal, lembra que a cultura da cana tradicionalmente lida com relações de trabalho ?muito árduas e difíceis?. ?São relações de trabalho autoritárias e jornadas extenuantes. Tem que se criar outras oportunidades de trabalho para Alagoas, em que não estejam só atreladas, de um lado, a cana, e do outro lado a indústria do turismo, que também é muito sazonal?, complementou para a reportagem, ao assinalar que o produto interno bruto (PIB) de Alagoas é praticamente determinado pela cultura da cana. E apesar de considerar positiva a perspectiva da chegada do Estaleiro Eisa Alagoas em Coruripe, a estudiosa falou com exclusividade para a Gazeta que a novidade do empreendimento somente mudará a realidade do Estado se estiver atrelado a outros elementos, como a sustentabilidade ambiental e a garantia de formação educacional, segurança e legalidade nas relações de trabalho, para não se transformar em uma ?armadilha econômica? que não beneficie os alagoanos.