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PT divide conselho pol�tico da campanha com novos aliados

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O coordenador da campanha do PT no Estado, deputado Paulo Fernando - Paulão, nem teve tempo de comemorar a sua reeleição para a Assembléia Legislativa. Na segunda-feira já estava pronto para a nova batalha, agendando encontros políticos e disposto a deixar de lado eventuais divergências da campanha do primeiro turno. Partidos que estiveram em palanques opostos nas eleições majoritárias para o governo e para a presidência vão participar, agora, do conselho político da campanha de Lula em Alagoas. Um dos primeiros contatos foi com o governador Ronaldo Lessa e a prefeita Kátia Born ? do PSB. Judson Cabral, adversário de Lessa na eleição de Alagoas, participou do encontro. Ronaldo e Kátia defendem, desde o resultado do primeiro turno, que o partido de Garotinho se integre à campanha de Lula, apesar de Ronaldo ter tido em seu palanque, como principais aliados de sua campanha, os dois principais responsáveis pela vitória de Serra em Alagoas: os senadores Teotonio Vilela Filho e Renan Calheiros. ?Isso já estava previsto e não afeta a aliança que temos por Alagoas?, justificou Lessa em sua primeira entrevista após a eleição. Também já foram contatados por Paulão dirigentes do PMN, PC do B e PL, aliados do primeiro turno, e do PPS e PDT, que apoiaram o candidato Ciro Gomes. ?Vão estar conosco no palanque e no conselho político?, garante o deputado. A idéia, segundo Paulão, é manter em funcionamento a estrutura desses partidos (os comitês) e aproveitar a estrutura política dos candidatos que disputaram o pleito, inclusive dos que não conseguiram se eleger para cargos majoritários ou proporcionais. Sem vetos Por enquanto o partido não quer falar dos problemas enfrentados na campanha do primeiro turno em Alagoas, a não ser quando cita a crise interna como um dos fatores da derrota de Lula em Alagoas. A proposta para o momento, segundo Paulão, é trabalhar com o presente e o futuro. Mas o coordenador da campanha avisa que o partido não vai aceitar vetos no apoio a Lula. ?Temos um projeto e nosso objetivo, no momento, é eleger Lula presidente do Brasil. Para isso nosso palanque será ampliado. Não vamos aceitar condicionantes nem vetos. Não podemos obrigar ninguém a subir no palanque, mas quem quiser apoiar nosso projeto será bem vindo?, diz Paulão. O recado parece ter endereço certo, embora o deputado não revele o destinatário. A senadora Heloísa Helena não subiu no palanque do PT no primeiro turno para pedir voto pra Lula e muito menos para o candidato ao governo Judson Cabral, e o principal motivo foi a presença do PL, mais precisamente do deputado João Caldas na coligação. Até agora o partido não tem notícias se poderá contar ou não com o engajamento da senadora na campanha do segundo turno. Sem tempo para esperar, o PT já começou a esboçar uma agenda pública que começa hoje com uma caminhada pela orla de Maceió e será continuada com a vinda de personalidades nacionais do partido para fomentar pelo menos dois comícios de peso por semana. O partido quer incluir, também, uma vinda de Lula a Alagoas, o que não aconteceu no primeiro turno em função dos problemas internos vividos pelo PT. ?Nossa meta é que Lula vença em Alagoas, e acho que estamos no caminho certo?, destaca Paulão.

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