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“Atrasos nas obras n�o v�o impedir a Copa”

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O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, esteve em Maceió, na quinta-feira passada, para assinar um convênio que contempla a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) com investimentos no parque esportivo da instituição. O alagoano, natural de Viçosa, também voltou à terra natal para inaugurar a Casa do Atleta, localizada no Estádio Rei Pelé. Entre uma agenda oficial e outra, o ministro deu uma pausa no protocolo e conversou com a Gazeta não só sobre os projetos para Alagoas e a Copa, mas também sobre a denúncia que derrubou Orlando Silva do cargo em 2011. Gazeta ? O que o senhor veio fazer em Alagoas? Que tipo de projeto ou convênio o senhor traz para o Estado? Aldo Rebelo ? Vim assinar um convênio para a recuperação do parque esportivo da Universidade Federal de Alagoas. Vamos melhorar a pista de atletismo, recuperar o campo de futebol. Enfim, melhorar as instalações. Também visitei o Estádio Rei Pelé para inaugurar a Casa do Atleta, um espaço para alojar as delegações estudantis que vêm competir aqui em Maceió. E prestei uma homenagem, como Ministro do Esporte, ao grande alagoano Juvenal Machado, uma das lendas do turfe brasileiro que brilhou nas raias de vários hipódromos junto com Luiz Rigoni, Jorge Ricardo e outros e foi vencedor de mais de 4 mil páreos. Inaugurada em julho de 2010 pelo seu antecessor no cargo, o ex-ministro Orlando Silva, a Vila Olímpica de Maceió se encontra hoje abandonada. O mato toma conta dos campos de futebol e as quadras poliesportivas estão com o piso esburacado. O Ministério do Esporte faz algum tipo de acompanhamento para investimentos desse tipo? Como é a situação das vilas olímpicas nas outras capitais brasileiras? A Vila Olímpica foi construída numa parceria do Ministério do Esporte com a Prefeitura de Maceió, que administra o espaço. As informações que tenho, através dos meios de comunicação, dizem que a vila, apesar de algumas precariedades, está funcionando e atendendo à comunidade. O senhor arrisca afirmar que há alguma chance de Alagoas ser sub-sede da Copa do Mundo de 2014? Qual a sua posição quanto a essa possibilidade, avaliando tanto a infraestrutura oferecida hoje pelo Estado como em 2014? Assinei, como testemunha, na quinta-feira, o pré-contrato entre o governo do Estado e a Fifa garantindo o Rei Pelé como estádio pré-selecionado para servir de centro de treinamento na Copa 2014. Quanto mais cidades participarem da Copa, melhor para o Brasil e para os brasileiros. Maceió e muitas outras cidades apresentaram projetos e se candidataram a receber as delegações que vão disputar o campeonato mundial em 2014. O Ministério do Esporte apoia todas essas iniciativas. Como alagoano, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que a nossa capital receba uma das seleções. Mas não podemos esquecer que a decisão final é da Fifa e de cada país classificado. Sobre a Lei Geral da Copa, o senhor concorda com o que foi aprovado pelo Senado no início do mês de maio? Foi uma decisão acertada liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos? Foi uma decisão acertada. Todos os países que já sediaram a Copa da Fifa assumiram o compromisso de liberar a venda de bebidas alcoólicas. As próximas duas copas vão ser realizadas na Rússia e no Catar, que é um país muçulmano. Eles também vão autorizar a venda de produtos dos patrocinadores. É claro que precisa haver controle. Determinar os locais e os períodos em que se poderá tomar uma cerveja, limitar a quantidade.

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