Política
Erro do TJ confunde vereadores
Rio Largo ? A sucessão de denúncias que há um mês envolve a Câmara de Rio Largo, e que começou com a prisão de quase todos os vereadores, teve ontem mais uma sequência de episódios. Mas, de tão pitorescos, desencontrados e igualmente polêmicos estavam mais para uma novela de trapalhadas, em vez de um caso que envolve componentes legais, jurídicos, políticos e criminais. Começou com uma decisão da Justiça, que foi divulgada inadvertidamente. Em seguida, concluiu-se que os vereadores presos seriam liberados e reassumiriam os cargos, levando dezenas de parentes à porta da prisão, inutilmente. Também inócua foi a tentativa dos novos vereadores de realizar a sessão extraordinária que escolheria a Mesa Diretora ? no lugar da que era formada pelos que estão presos ou foragidos. Ao chegar ao prédio da rua Euclydes Affonso de Mello, os ex-suplentes empossados titulares na segunda-feira passada encontraram as portas fechadas e tudo às escuras. Cogitaram até convocar um chaveiro, abrir o prédio e realizar a sessão assim mesmo. Mas acabaram convencidos a esperar para hoje, único dia em que se realiza sessão ordinária do Legislativo riolarguense, quando devem também instaurar comissão processante contra os vereadores da Mesa anterior e abrir representação contra o último presidente, vereador Reinaldo Cavalcante (PP), apontado pelo grupo como responsável pelo vazamento da informação que motivou o desencontro de informações.