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ALE cogita CPI para investigar obras na Educa��o

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Deputados querem explicações do governo para o atraso na conclusão da reforma nas escolas da rede estadual Com o argumento de que as reformas emergenciais das escolas da rede estadual de ensino fracassaram e prejudicaram quatro mil estudantes e suas famílias, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) decidiu convocar o secretário de Estado da Educação, Adriano Soares, para dar explicações sobre o atraso das obras e as denúncias de ilegalidade na contratação do projeto emergencial. Caso não convença os parlamentares, Soares poderá ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as reformas das escolas, que está sendo articulada pela bancada oposicionista, sem nenhuma reação pública dos deputados governistas. A convocação acontece no mesmo dia em que o Ministério Público Estadual (MP) deu prazo de 15 dias para o reinício das aulas para os quatro mil alunos que já perderam o primeiro semestre do ano letivo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil a ser paga pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). A iniciativa da convocação é da Comissão de Obras Públicas da ALE, que aprovou a medida na semana passada. Da tribuna do plenário da ALE, o deputado Ronaldo Medeiros (PT), presidente da Comissão de Obras Públicas, anunciou a convocação para as 9h da manhã do dia 2 de julho, enquanto folheava uma das ações civis públicas que o MP deu entrada na Justiça, denunciando atos de improbidade que teriam sido cometidos por Adriano Soares, na condução de contratos regidos pelo decreto de emergência na Educação, assinado pelo governador Teotonio Vilela Filho, em setembro de 2011. Custo O custo total das reformas das escolas é de R$ 47 milhões, distribuídos entre 12 construtoras RONALDO MEDEIROS DEPUTADO ?Se as expli-cações do secretário [Adriano Soares] procederem, ficaremos satisfeitos. Se não convencerem, vamos pedir abertura de uma CPI nesta Casa, que investigue tudo o que o Ministério Público levantou?

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