Política
Trai��es podem minar nomes da disputa
A dificuldade de se falar por telefone com os pré-candidatos a prefeito de Maceió e a voz rouca de Ronaldo Lessa traduzem o momento de intensa articulação e de inesgotável diálogo para arregimentar apoio para formar ou fortalecer as alianças majoritárias. O tempo no horário eleitoral gratuito continua sendo o argumento mais forte para atrair apoio ou valorizar a adesão a grupos diversos. (Leia mais sobre o guia eleitoral na página A8). Descontadas as possibilidades das traições tão comuns no meio político, as composições que aparentam maior estabilidade, neste momento de reta final, são as das chapas do ex-governador Ronaldo Lessa, formada sob a mesma base partidária do ?chapão? que fez oposição ao governador Teotonio Vilela Filho, no segundo turno da eleição de 2010, e do deputado federal Rui Palmeira. As demais candidaturas, quase todas da base do governo do Estado, estão mais sujeitas ao risco de extinção, em meio a blefes e desejos individuais e dos partidos. Lessa disse à Gazeta, na última sexta-feira (22), que, desde o dia 10, acrescentou apenas o PRTB à relação dos partidos que se comprometeram em apoiar sua chapa, hoje com nove partidos. Além do PDT e do PRTB, a coligação majoritária recebeu a adesão do PMDB, do PT, do PCdoB, do PTC, do PV, do PSD e do PTB.