Política
Alagoas est� preparada para esse novo plano
No fim do dia em que conciliou a sua agenda de trabalho com visitas a órgãos de imprensa, reuniões de emergência para solucionar conflitos de grevistas do Instituto Médico Legal (IML) e de estudantes universitários que não aceitam conviver com fugas no presídio de Arapiraca, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) recebeu, ontem, a Gazeta, em seu gabinete, para falar de suas expectativas sobre o Plano Nacional de Segurança Pública, ?Brasil Mais Seguro?, que será lançado amanhã, às 9h, no Centro de Convenções, com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Confira a entrevista, que chegou a ser interrompida por um dos oito telefonemas da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, para ajustar detalhes finais do plano com Vilela. Gazeta. Qual a sua expectativa com relação a este Plano Nacional de Segurança Pública? Se o plano não der certo em Alagoas, será o fracasso do combate ao crime no Brasil, como disse o ministro da Justiça? Teotonio Vilela Filho. Eu nem cogito não dar certo. E repito outras palavras do ministro: ?Ou dá certo ou dá certo?. Mas não é simplesmente uma vontade sem embasamento. É que o momento é chegado. Queremos a sociedade e todos os partidos políticos apoiando este plano, caracterizando que este programa não é do governo federal, do Estado, nem de quem quer que seja. É um plano da sociedade. Por quê? Primeiro: O governo federal já criou, por determinação da presidente Dilma Rousseff, o programa Brasil Mais Seguro, para promover segurança pública em todos os Estados. Mas a partir dos Estados que estão com os maiores problemas,que é o caso de Alagoas. Então, isso agora não é só uma iniciativa nossa. É também um programa federal agindo em parceria com o governo do Estado e com os municípios, que terão papel importante a ser explicado em detalhes aos prefeitos pelo ministro e por nossos colaboradores, na quarta-feira. Há um papel a ser desempenhado pelos governos federal e estadual. Mas muito importante pelo Judiciário, Ministério Público, Defensoria. E não é uma coisa solta, de mera intenção. Como vai funcionar? É um protocolo de compromissos, onde uma sala de situação será instalada no prédio do Tribunal de Justiça para o monitoramento de processos e inquéritos pendentes na criminalidade.